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Dois irão a júri popular por assassinato no bairro Santa Helena

sáb, 28 de abril de 2018 05:47

Da Redação

A Juíza Danielle Nunes Pozzer não tem dúvidas sobre a autoria do assassinato de Johnathan Coelho Azevedo, o Cutelinha, de 18 anos, em maio de 2014, na rua João da Cruz, a poucos metros da avenida Bahia, no bairro Santa Helena. Não ocasião, houve ainda a tentativa de matar uma jovem.

Para a magistrada titular da 1ª Vara Criminal, os acusados I. B. S. e J. P. S. devem responder pelos crimes, cometidos na companhia de um adolescente. Assim, decidiu que eles irão a julgamento popular através do Tribunal do Júri, em data a ser programada, provavelmente em 2018. A prisão de ambos foi mantida até que a sociedade decida se eles são culpados ou inocentes.

Na noite dos fatos, Johnathan Coelho Azevedo estava na porta da residência da sua amiga e conversavam com outro rapaz. Dois homens encapuzados chegaram atirando contra eles. A testemunha conseguiu fugir pulando muros, mas o casal foi alvejado por vários disparos. Johnathan foi atingido nas costas, peito e pescoço, não resistindo aos ferimentos.

Entendeu a Juíza que há indícios suficientes de autoria, mesmo com a negativa dos denunciados, que alegaram inocência e pediram que não fossem submetidos a julgamento popular.

“Cabe lembrar que a impronúncia somente tem ensejo quando o Juiz, por ocasião de decidir, ficar convencido pelas provas colhidas nos autos da inexistência de indícios suficientes de autoria atribuída aos acusados, de forma que, por menor que seja a hesitação, impõe-se pronúncia a fim de que a causa seja submetida ao júri”, argumentou ela.

Os acusados foram interrogados e afirmaram que não se conheciam. I. B. S. assegurou que se encontrava na cidade de Uberlândia na noite do crime. Ambos também disseram que não conheciam o adolescente que estaria no veículo naquela oportunidade.

“Eles tentaram passar a ideia de que não se conheciam bem. Ocorre que as provas colhidas apontam o contrário, inclusive que os dois e o menor de idade estavam juntos no momento dos fatos, sendo que dois permaneceram no veículo enquanto o réu J. desceu e efetuou os disparos”, colocou Juíza Danielle Nunes Pozzer.

A reportagem apurou que os referidos acusados possuem passagem pela Justiça e teriam sido condenados em 2017, também por crimes contra a vida.

1 Comentário

  1. Sergio disse:

    Matéria sem vergonha , o seus babaca coloca o nome e não só as iniciais , bando de amadores….

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