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DIREITO E JUSTIÇA: Tiradentes – 21 de abril

qui, 23 de abril de 2015 06:16

 abertura Direito e Justiça

No final do Século 18, a Capitania de Minas Gerais destacava-se por concentrar grande quantidade de ouro, fato esse que atraiu muitas pessoas para explorar as riquezas da região. Os portugueses que colonizavam o país ficavam com a maior parte do lucro obtido com a extração de minerais. Enquanto enriqueciam com o trabalho duro dos colonos, estes, com a queda da quantidade de ouro extraído, não tinham dinheiro para pagar os altos impostos cobrados pela coroa portuguesa. Insatisfeitos, os colonos de Vila Rica, atual Ouro Preto, uniram-se em busca de um mesmo ideal, a independência do Brasil e a criação de um governo republicano. Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, foi um dos participantes da Inconfidência Mineira; porém, um dos integrantes do movimento, Joaquim Silvério dos Reis, em troca de ganhos pessoais, delatou aos portugueses a existência e os objetivos do grupo. Em 10 de maio de 1789, Tiradentes foi preso no Rio de Janeiro, acusado e condenado pelo crime de lesa-majestade, isto é, traição ao rei. Dada a sentença, em 1792, ele foi enforcado e esquartejado em praça pública, para intimidar o restante dos colonos e acabar de vez com os ideais separatistas. As razões para apenas Tiradentes ter sido condenado causam algumas divergências entre historiadores: alguns acreditam que ele havia assumido toda a responsabilidade pelo acontecido, mas, para outros, o fato de ser o mais pobre e ter divulgado o movimento foi decisivo para sua condenação. Afinal, outros cinco participantes da Inconfidência foram presos e, apesar de condenados, a Rainha Maria I livrou-os da sentença e os mandou para o exílio.

DJ: Verdades, mentiras ou exageros à parte, o fato é que um dos motivos principais (se não o principal) de descontentamento naquela época era a cobrança do “quinto”, imposto de 20% arrecadado sobre o ouro em pó extraído das minas. Hoje, nós brasileiros, pagamos cerca de 40% em impostos anualmente, ou seja, trabalhamos quase cinco meses inteiros por ano, a fim de encher as burras dos nossos governantes, insensíveis, alienados, incompetentes e corruptos, em todos os níveis, federais, estaduais e municipais. Estamos em situação pior do que a dos nossos ancestrais colonos. Então, como é que isso tudo vai ficar? Será preciso deflagrar uma nova Inconfidência? MAS, DESTA VEZ PARA VALER?

Ninguém

O pé tem defeito.              E você se apóia.

A perna manca.                E você anda.

A voz é rouca.                    E você fala.

O olho arde.                       E você enxerga.

O braço é fraco.                E você se mexe.

O dente é torto.                 E você morde.

A boca incomoda.            E você come.

O nariz entope.                  E você respira.

O ouvido inflama.             E você escuta.

A cabeça dói.                     E você pensa.

Ninguém desiste de viver, porque as condições físicas não são as melhores. Esperar, pois, a perfeição espiritual para ajudar alguém é simples comodismo, disfarçado de escrúpulo.

FONTE:           Vivendo o Evangelho

Espírito André Luiz.

Psicografia de Antônio Baduy Filho

 

 

Mãos Enrugadas

Certa senhora, dotada, embora, de grande formosura, tinha um defeito. Possuia as mãos enrugadas, quase disformes. Durante muito tempo sua filha, menina viva e sagaz, com a delicada intuição da infância, não tocara no assunto. Por fim, a curiosidade pôde mais do que ela, levando-a a esta confissão:

– Minha mãe, eu gosto muito do seu lindo rosto, e gosto muito de seus lindos olhos, e da sua testa e do seu pescoço, mas não posso gostar das suas mãos. São tão feias!

Então a carinhosa mãe contou-lhe o seguinte:

– Uma noite, quando tu eras ainda muito pequena e estavas dormindo em teu bercinho de rendas e fitas, ouviu-se por toda a casa o alarme de incêndio. Subi precipitadamente as escadas e encontrei em chamas o quarto onde sonhavas com os anjinhos. Quis Deus levar-me até ao teu berço, e eu salvei-te. Desde então as minhas mãos ficaram assim.      A adorável criança quedou silenciosa por alguns instantes. Depois disse:

– Ó mamãezinha, eu ainda gosto do seu rosto, de sua testa e do seu pescoço e dos seus olhos e dos seus cabelos, mas agora gosto das suas mãos mais do que tudo.”

— FONTE: MALBA TAHAN.

 

 COMENTÁRIO LIVRE:      

Como são puras e inocentes as crianças…!

Não se vislumbra, nas palavras da filhinha, nenhuma gotícula de maldade, apenas a incompreensão, natural da tenra idade, a respeito do grandioso gesto de abnegação e de amor, praticado por aquela extremosa mãe, que se teria deixado incinerar toda, se fosse preciso tanto para salvar a vida do ser amado.

Aquelas mãos enrugadas, queimadas pelo fogo, transformaram-se, no entanto para a filha, no símbolo mais lindo e radioso de sua querida mãe.

Pois, fora graças àquelas mãos, tão lindas antes, mas sempre caridosas, que a criança recebeu da mãe – e por uma segunda vez – a Luz da Vida.

 Rogério Fernal:

Juiz de Direito aposentado. Ex-Professor Universítário de Direito, Advogado militante, Mestre Maçom, conferencista e articulista.

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