Direito e Justiça – Dividido e radicalizado
qui, 30 de outubro de 2014 00:00
O processo eleitoral de 2.014 fez com que o Brasil saísse bem diferente depois de acirrada, desgastante e rasteira campanha eleitoral: politicamente dividido e radicalizado.
Creio que tempos difíceis virão para todos os brasileiros, seja de que corrente político-partidária for. Será preciso muito civismo e competência, seja de situação seja de oposição, a fim de que o país possa recuperar o tempo perdido e voltar a crescer com harmonia e sustentabilidade.
Se não for assim, temo pela continuação do Estado democrático de Direito…
Os Gregos diziam — e com inteira razão — que a História é cíclica. Ela é como uma imensa roda, que gira para frente e para trás…
Todo aquele que não a conhece, que não a estuda ou que não quer aprender com ela, a História, estará condenado a repeti-la…, e da pior maneira possível, arruinando-se e também a seus povos e nações…
Haja vista Napoleão Bonaparte com a invasão da Rússia em 1.812 (fragorosamente derrotado pelo “General Inverno”); Adolf Hitler em 1.941 (abrindo duas frentes de batalha ao invadir a então União Soviética); Benito Mussolini na Itália (imitando as sandices de Nero); Pol Pot no Camboja (repetindo a crueldade absurda de Calígula), enfim, muitos outros…
Localmente, temos o egoísmo político atávico e burro, que nos priva de conseguir eleger um representante realmente nosso na Assembleia Legislativa Estadual e no Congresso Nacional…
Enfim, assim caminham a Humanidade e o nosso querido rincão.
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Expressões Latinas ainda em Uso:
* Notitia criminis – Notícia do crime; conhecimento que alguém teve ou tem da ocorrência de algum crime (caso em que a autoridade policial deve agir e, se for o caso, instaurar o competente inquérito policial).
* Nullum crimem sine lege – Não há crime sem lei (anterior) que o defina (é o tipo penal específico).
* Nulla poena sine lege – Não há pena sem lei (anterior) que a estabeleça.
* Vacatio legis – Vacância da Lei; prazo entre a publicação da lei e o início de sua vigência.
* Vade mecun – Vem comigo (literalmente); livro que contém uma coletânea de códigos e de leis.
* Verbi gratia (V. G.) – Por exemplo.
* Verbo ad Verbum – Palavra por palavra.
* Vexata quaestio – Questão em debate; vem tomando o sentido de questão ou assunto constrangedor, vexatório, ridículo.
* Vis atractiva – Força atrativa.
* Vox populi, Vox dei – A voz do povo é a voz de Deus.
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OS DOIS MONGES
Dois monges em peregrinação chegaram a um rio. Lá encontraram uma jovem vestida com elegância e sem saber o que fazer, pois o rio estava muito cheio e ela não queria molhar o vestido. Sem a menor cerimônia, um dos monges pôs a moça nas costas, atravessou o rio e depositou-a seca e em segurança do outro lado.
Os dois seguiram seu caminho. Uma hora depois, o outro monge falou:
– Não é correto tocar uma mulher, pois está na lei que é proibido ter contato com as mulheres. Você sabe que foi contra a lei?
O monge que havia carregado a moça continuou a andar em silêncio. Por fim, falou:
– Eu deixei a mulher na margem do rio há uma hora. Por que você continua a carregá-la?
FONTE -Você Não Está Só – Livro II – Pág. 217 – Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Patty Hansen.
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DEIXANDO AS MÁGOAS PARA TRÁS
Assim como no apólogo “Os Dois Monges”, façamos como aquele homem sábio fez, deixando nosso próprio fardo de ressentimentos para trás, na beira do rio, ao invés de carregá-lo nas costas, por tanto tempo, ao longo da vida, como fez aquele outro menos sábio e muito mais preocupado com as coisas mundanas e materiais.
Para tanto, estejamos sempre com a nossa mente desarmada, aberta, apta, serena e sempre pronta, a fim de pedirmos e de obtermos, sempre que necessário, o precioso auxílio de nossos semelhantes, dando e recebendo, amando e sendo amados, perdoando e sendo perdoados, tal qual o Mestre dos Mestres, Jesus Cristo, nos ensinou, na sua candura e prática absolutas, a fazer.
Pois, o ódio, a raiva, a inveja, a ingratidão, a cobiça, a luxúria,a mentira, a perfídia, o fanatismo, o sectarismo, enfim todos os maus sentimentos, todas as reprováveis intenções e todos os nefandos vícios, nada trouxeram ou trazem de bom e não nos levam a qualquer lugar digno e seguro; são todos eles, sem exceção, deletérios, para quem os carrega e muito mal e sangue custaram à Humanidade.
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·Rogério Fernal: Juiz de Direito aposentado. Ex-Professor Universítário de Direito, Advogado militante, Mestre Maçom, conferencista e articulista.
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