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Direito e Justiça – Câmara Municipal de Araguari

qui, 23 de outubro de 2014 01:01

abertura Direito e Justiça

Respeito e defendo a respeitabilidade e a integridade da centenária Câmara Municipal de Araguari como instituição política, porque, afinal de contas, é ela que nos representa neste nível de municipalidade. Os vereadores são a “nossa” cara. Ou não são? No que me diz respeito, prefiro silenciar e deixar a minha resposta para o momento oportuno: o do exercício responsável do voto.

Agora, já na segunda metade do mandato legislativo, alguns dos edis, embora não queiram dizer abertamente, ainda alimentam ruminadas esperanças, depositando-as em futuros pleitos, pois, com certeza, gostaram e acostumaram-se bastante com as benesses e mordomias advindas do cargo, ou, admita-se até mesmo por condescendência, possuam no sangue que lhes corre nas veias aquela verdadeira verve política…

Entretanto, é imensamente lamentável que alguns outros, tão logo eleitos, esqueçam-se das promessas feitas com extrema facilidade e que, somente no susto, no tranco e em novas eleições, voltem a lembrar-se. Aí, muita vez, não tem mais remédio…! Nem para eles e nem para os eleitores.

Embora me pareça ser inútil relembrar — com raríssimas exceções —,  todo ocaso de mandato eletivo torna-se inevitavelmente nervoso, incerto, melancólico, frustrante e penoso. A cristalina verdade é que, em sessões abertas ao público, não há mais onde e como esconder-se. De “queridinhos”  e de vidraças que eram, os eleitos transformaram-se inexoravelmente em vitrines e abriram suas vidas particulares à mórbida curiosidade, e o preço disso tudo, devido ou não, é altíssimo.

Enfim, a verdade nua e crua, cedo ou tarde, irá descortinar-se fragorosamente, demonstrando para o público em geral o despreparo destes e daqueles para desincumbir-se a contento do encargo público. Ah, se fosse possível voltar atrás em algumas das coisas que foram mal feitas, ou que nem foram feitas! Porém, nós todos sabemos que isto não é possível, porque o tempo transcorrido e desperdiçado não volta a fluir.

Como quer que seja, sempre será possível sair com dignidade, com a certeza do dever cumprido, com a plena consciência de que se deu o melhor de si mesmo, acertando e errando, mas, em todo e qualquer caso, com boa-fé, com respeito à coisa pública e ao eleitor e contribuinte.

Fazendo-nos o grande favor de saírem antes ou de não mais quererem voltar…
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Os Três Amigos

Tinha o bom Tomé três amigos: dois que muito estimava e outro de quem era um tanto indiferente, embora este lhe consagrasse uma amizade sincera.  Aconteceu um dia que o bom Tomé foi acusado de um delito grave, estando ele completamente inocente. Foi valer-se dos amigos para que testemunhassem em seu favor, convencido de que nenhum deles se negaria a defendê-lo de uma injusta acusação.

Mas, um dos que muito estimava, desculpou-se com negócios urgentes, recusou-se a comparecer ao tribunal; e o outro ainda o acompanhou até a porta, mas não entrou, pretextando recear qualquer vingança do Juiz.

E, foi aquele, por quem o bom Tomé se mostrava um tanto indiferente, que não o abandonou, e o defendeu tão bem que o Juiz não só o absolveu, como ainda o mandou recompensar.

FONTE: Pérolas Literárias (Contos e crônicas).    Petit Editora e Distribuidora Ltda.,  Antônio Fernandes Rodrigues

OBSERVAÇÕES:
1ª) – Assim também é em nossas vidas atuais…e será nas futuras.
2ª – Amigo verdadeiro é aquele capaz de dar até mesmo a vida pelo   seu amigo.
3ª ) – Neste apólogo, o primeiro amigo representa os BENS MATERIAIS; o segundo, O DINHEIRO; e o terceiro, as NOSSAS BOAS OBRAS.
4ª) – FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

Rogério Fernal: Juiz de Direito aposentado. Ex-Professor Universítário de Direito, Advogado militante, Mestre Maçom, conferencista e articulista.

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