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DIREITO E JUSTIÇA – 23 DE ABRIL

qui, 23 de abril de 2026 08:00

O Salmo 114:

 

    A peregrinação pelo deserto…                 Água milagrosa jorra para o povo…

 

Os Salmos:

– Os Salmos são composições líricas, cânticos ou orações poéticas que louvam a divindade, compiladas no Livro dos Salmos na Bíblia. Originários do grego psalmós (cântico com instrumento) e hebraico tehilim (louvores), consistem em 150 poemas que expressam adoração, ações de graças, sabedoria e lamentos, frequentemente atribuídos ao Rei Davi.

 

O Salmo 114

– O Salmo 114, especificamente, é um hino de louvor que celebra a libertação milagrosa do povo de Israel do Egito, destacando o poder de Deus sobre a Natureza. Ele descreve a travessia do Mar Vermelho e do Jordão, enfatizando a presença divina e a transformação do rochedo em fonte, servindo como um memorial de gratidão e soberania de Deus.

 

Significado:

– O Êxodo: celebra a saída de Jacó / Israel da escravidão de um país de língua estrangeira. Destaca o poder divino sobre a Natureza: o mar fugiu, o Jordão retrocedeu e os montes saltaram; mostra o temor da criação diante de Deus. Deus presente: Judá se tornou seu santuário e Israel seu domínio. É considerado um Salmo de gratidão, usado para afastar energias negativas e renovar a fé. O Salmo 114 é um dos salmos Halle (louvor, cantados na Páscoa judaica).

 

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As Maravilhas do Êxodo:

 

  1. Quando saiu Israel do Egito, e a casa de Jacó,

do meio de um povo de língua estranha.

  1. Judá se tornou o seu santuário, e Israel o seu domínio.

 

  1. O mar viu isto e fugiu; o Jordão tornou atrás.

 

  1. Os montes saltaram como carneiros,

 

e as colinas, como cordeiros do rebanho.

 

  1. Que tens, ó mar, que assim foges?

E tu, Jordão, para tornares atrás?

 

  1. Montes, por que saltais como carneiros?

E vós, colinas? Como cordeiros do rebanho?

 

  1. Estremece, ó terra, na presença do Senhor,

Na presença do Deus de Jacó,

 

  1. O qual converteu a rocha em lençol de água

E o seixo, em manancial.

 

Comentário Pessoal:

Deus é absoluto, é supremo, é o Criador, e a sua compreensão encontra-se acima das possibilidades das forças intelectuais e da ciência humanas; pobre Criatura, indócil, contraditória, egoísta e soberba, que se acredita autossuficiente e senhora incontestável do Universo e dos seus mistérios infinitos.

O Salmo 114 relembra de forma peremptória e expressa as vicissitudes pelas quais passou o povo de Israel, desde a sua saída do Egito, quando Deus liberou os hebreus da escravidão infame e abjeta, abrindo-lhes miraculosamente as águas do Mar Vermelho, protegendo-os durante toda a peregrinação atribulada, ao longo de 40 anos expiatórios no Deserto do Sinai.

O cântico mostra-nos enfaticamente o imensurável e infinito amor de Deus para com o povo que Ele mesmo elegeu, tendo prometido a Abraão conduzi-los, todos, à Terra Prometida de Canaã, onde corria leite e mel. Para tanto, no deserto, proveu-lhes o alimento, na forma do maná; água, tirada das rochas e dos seixos; refrescou-lhes os dias de sol ardente, nublando céu; diminuiu-lhes as trevas noturnas e fez com que, um dia, morto Moisés e sob o comando de Josué, adentrassem na Terra Prometida e “deixassem o Jordão atrás”…

As palavras de Deus, jamais, são ditas em vão, e todas as duas promessas cumpriram-se ou cumprir-se-ão, embora os caminhos do Senhor sejam, muita vez, insondáveis e incompreensíveis para nós, seres falíveis e incrédulos. Céu, terra, mar, montanha, colina, intimida, ou freia o amor de Deus, quando intenta de proteger quem Nele crê, quem o reconhece como seu Deus e Senhor.

Pois bem! Tenho para mim que este amor divino se estende, em verdade, a todo o ser humano, independentemente de credo, cor, raça, nacionalidade, desde que creia firmemente na existência de um ente superior, criador do Universo, enfim, de tudo quanto existe, sob qualquer forma que cada um de nós o entendamos, pois, o importante é a fé inabalável em Sua presença, em Sua infinitude absoluta, com os seus atributos incontrastáveis de competência, onisciência e onipresença.

Enfim, o Salmo 114 mostra-nos quão grande e permanente foi o amor de Deus por seu povo, ao qual protegeu contra tudo e contra todos. Assim, bem faria, hoje, toda a humanidade, se tivesse Deus nos corações, elegendo-O, incondicionalmente, como guia e protetor.

 

  1. S.:

Este texto já tem cerca de 20 / 30 anos. Eu o escrevi, quando alguém me pediu para comentar o Salmo 114. Não me lembro mais de quem me fez o pedido. Abstraindo as explicações iniciais (logo após as duas primeiras figuras), eu nada acrescentei, pois ainda representa inteiramente o meu entendimento.

 

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             O maná diário                                              A água preciosa.

 

Os Milagres de Deus no Deserto do Sinai:

Os prodígios de Deus no Deserto do Sinai, em favor do povo de Israel, foram demonstrações de provisão e proteção divina. Destacam-se:

Provisão de alimentos: Deus enviou pão do céu (maná) todas as manhãs e codornizes, para suprir a necessidade de comida no deserto. O povo deveria pegar apenas o suficiente, pois o excesso estragava-se e assim Deus ensinou a contenção e a prudência no trato doméstico.

O maná era o alimento milagroso que Deus enviou para os israelitas durante a caminhada de 40 anos no deserto. Aparecia com o orvalho, como uma geada fina, branca, parecida com semente de coentro e tinha gosto de bolo de mel e bolinho com óleo. Era moído e com ele se fazia o pão. O nome maná vem do hebraico “man hu?”, que significa “o que é isso?”, porque ninguém sabia o que era, quando o viram pela primeira vez.

Provisão de água: Moisés feriu a rocha e dela brotou água sob a forma de uma fonte, abundante e constante. Mas, por ter posto em dúvida a palavra de Deus, foi-lhe interditado adentrar na Terra Prometida, podendo apenas vislumbrá-la do alto de um monte. Antes, água amarga ficara potável…!

A sarça ardente: Deus se revelou a Moisés em um arbusto que queimava, mas não se consumia (isto se deu antes da saída do Egito). Indagado sobre qual seria o seu nome, Deus respondeu: “Eu sou o que sou”, ou “Eu sou”.

Guia e proteção: Uma coluna de nuvens durante o dia e uma coluna de fogo à noite guiavam o povo e o protegia contra o sol diurno ardente e o frio congelante do deserto à noite.

Vestuário e calçados: Durante os 40 anos de peregrinação, as roupas e as sandálias dos israelitas não se desgastaram.

O Monte Sinai: A presença de Deus no Monte Sinai, com trovões, relâmpagos e uma nuvem espessa ao entregar as Tabuas da Lei a Moisés, contendo os Dez Mandamentos.

 

  1. S.:

As ocorrências da peregrinação do povo de Israel são, sem dúvida alguma, uma das mais belas, cativantes e emocionantes narrativas de todo o Velho Testamento.  Contêm relatos que podem ser reais ou fictícios, no todo ou em parte, cabendo a cada um de nós analisar, crer ou não, interpretar e ajustar os ensinamentos morais que se podem ainda extrair para os dias de hoje.

Araguari – MG, 23 de abril de 2026.

Rogério Fernal .`.

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