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DIREITO E JUSTIÇA – 22 DE JANEIRO

qui, 22 de janeiro de 2026 10:54

A Fábula do Bode Na Sala:

A versão original da  fábula do bode na sala conta-nos que um homem reclamou amargamente a um sábio, dizendo-lhe que sua casa era pequena demais para conter decentemente a família numerosa. Então, o sábio aconselhou-o a colocar um bode na sala por alguns dias.  Assim o homem fez.

Com o bode lá dentro, a vida familiar, antes apenas apertada, tornou-se insuportável e miserável. O bode aprontava dia e noite: balidos incessantes, barulhos de todo tipo, correrias, destruição de objetos, mau cheiro, fezes e urina por cima do tapete e dos móveis, enfim, todo esse tipo de coisas que um bode que se preza faz.

Poucos dias depois, farto de tudo isto, o homem retornou aos pés do sábio, que lhe deu um outro conselho:

– Agora, tire o bode de dentro da sua sala e você verá a diferença que faz. Então, compare o antes e o depois…

O homem, mais do que depressa, correu a retirar o bode, pondo-o num local minimamente adequado ou seja, no seu quintal. E uma coisa estranha aconteceu. Toda a família, ainda que numerosa, experimentou um enorme alívio, e o sentimento de todos foi o de que a casa estava bem maior do que antes, mais espaçosa, limpa e tranquila.

E eu lhes digo:

– Este foi um autêntico milagre do bode na sala.

Se você concordar, coloque também um bode dentro de casa.

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Comentário Pessoal:

Ainda por estes dias, eu perguntei ao GROK (a IA do X, ex-Twitter) qual tinha sido o comentário jocoso, a gracinha feita pelo Ministro do STF, Alexandre de Morais (paraninfo), na Faculdade de Direito da USP, perante os bacharelandos do Curso de Direito e que estava suscitando tantos comentários, polêmicas e memes. Eis a resposta:

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GROK: “Ah! Foi essa ontem (15.012026), na colação de grau da Faculdade de Direito da USP, o Moraes tava falando que ninguém respeitou o tempo de três minutos nos discursos anteriores, aí brincou: quase tive que tomar algumas medidas, mas me contive hoje; acho que hoje já fiz o que tinha que fazer, isso logo depois de decidir transferir o Bolsonaro pra Papudinha, né? Arrancou risada e aplauso da galera lá, mas tá gerando polêmica pra caramba nas redes, uns achando graça, outros falando que é deboche ou vingança. Tá bombando mesmo”!

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Antes de prosseguir, quero lamentar e denunciar mais este episódio absurdo, sem propósito e bizarro, envolvendo de novo o Ministro e declino alguns motivos:

1º – Demonstrou falta de senso de oportunidade e de ridículo.

2º Comprovou que não tem compaixão e nem mesmo empatia.

3º. Pôs-se inatingível, um semideus, se não mais, julgando tudo e a todos.

4º. Comentou ilegalmente e fez troça de um caso concreto e ainda sub judice.

5º. Alardeou o poder da toga sem freios ou limites e nisso vilipendiou o Direito.

Haveria outros, muitos outros, mas fiquemos por aqui e por enquanto.

Que belos exemplares de Juízes, de  Promotores e de Advogados advirão  daquela “turma batizada”  da USP, que eles não sabem distinguir sequer  superficialmente um ato legal e jurídico de outro antijurídico e abusivo, praticado pelo seu “padrinho” de ocasião. Por essas e outras razões é que eu já digo que estamos vivendo plenamente sob o tacão de uma “ditadura do Poder Judiciário”.

Especificamente sobre o assunto de  hoje,  começo destacando um trecho do artigo anterior, “Bolsonaro; Tratamento Médico ou Tortura? PARTE I”, publicado na Coluna DJ de 15.01.2026, em que eu escrevi textualmente:

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            “Eu não preciso dizer expressamente qual é a minha posição neste episódio lamentável, em que o Ministro do STF passa por cima da Constituição do Brasil, das Leis, das competências do CFM, dos médicos, de tudo, enfim, e estraçalha uma vez mais os princípios e as normas do Direito Criminal Brasileiro, como um todo, mas agora no âmbito da iníqua execução penal imposta à pessoa do ex-Presidente Jair Messias Bolsonaro, para quem nega  seguidamente pedidos humanitários cabíveis e legais, embora de vez em quando, numa contraditória magnanimidade, autorize coisas miúdas e rápidas. É a tal conduta ladina e espertalhona de manter ou de ter um bode na sala”.

            “É isso! Desvio das atenções. Vai apertando e torturando aos poucos  o Presidente Bolsonaro: primeiro, a tornozeleira; depois, a prisão em casa; agora,, na PF. E depois? Na Papuda? No cemitério? A História e cíclica e se repete. Quem não aprende ou estuda com ela, acaba sempre mal. Logo, logo haverá uma retrospectiva e então veremos…!”

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É isso mesmo! Desvio  e manipulação das atenções. Realçar a presença de um bode fictício na sala, a fim de que os brasileiros, incautos e com memória curta, esqueçam-se ou deixem de lado os problemas reais, principais e mais graves. E as condenações de Bolsonaro e dos demais presos pelos tumultos em 08.01.2023 servem à perfeição como massa de manobra para essa tramoia vil e covarde dos detentores eventuais  dos Poderes da República.

A expressão popular “colocar o bode na sala” refere-se efetivamente à tática de criar um problema artificial ou introduzir um elemento desconfortável em uma situação, para que, após a sua remoção, os problemas de origem pareçam menores ou mais aceitáveis.

Visualmente, essa metáfora é frequentemente representada por ilustrações que mostram um bode em um ambiente doméstico (como uma sala de estar), causando confusão e ocupando espaço, o que enfatiza o absurdo da situação.

Além disso, quero externar os seguintes pontos:

1º   Alguns puristas queixavam-se da “boca suja” do Bolsonaro.

2º    Também havia escândalos; não tomou vacina, perturbou uma baleia.

3º     Caiu na asneira de não distribuir dinheiro e nem cooptar a imprensa.

4º     Preocupou-se demais em fazer obras e visar ao progresso do Brasil.

5º     Esqueceu—se de que os “generais melancias” não suportam capitão.

6º     Não quis e não quer corromper-se e transferir os seus votos ao sistema.

7º    Deus, Pátria, Família e Liberdade são hoje em dia “valores ultrapassados.

Não deu outra. Por um ato de magnanimidade ou de compaixão inesperada, Sua Excelência enviou JMB para a tal da “Papudinha” (o 9º Batalhão da PMDF), local em melhores condições do que o cubículo barulhento lá na PF, mas que  — independentemente do nome ou alcunha maldosa  – continua e continuará a ser prisão para um inocente.

Os algozes não querem a anistia ampla, geral e irrestrita, como a que se deu em 1979, e por atos muito mais graves, como assassinatos, sequestros e assaltos a bancos. Quase todos os que agora se insurgem contra o perdão constitucional, que pacificaria o Brasil, são os mesmos que se viram anistiado lá atrás e que embolsam gordas indenizações por terem sido, presumivelmente, “perseguidos, presos ou torturados” pela ditadura militar vigente no período de 1964 / 1985. Que ironia da vida…! Quanta hipocrisia…!

Bolsonaro provavelmente não voltará mais a disputar a Presidência da República, seja por continuar inelegível, seja por precariedade nas suas condições de saúde, seja por algo pior, bem pior (o que é perfeitamente plausível, repetindo-se o atentado do dia 06.09.2018, em Juiz de Fora – MG). Afinal de contas, os seus ferrenhos adversários das sombras nunca mediram, não medem e não medirão quaisquer meios e atos, para tirarem um estorvo como este do páreo político, alguém que simboliza e lidera  indiscutivelmente a Direita-raiz no Brasil e que ainda não possui um substituto que a ele se iguale.

A pessoa física de JMB talvez sucumba. Talvez…!

Mas o dito “bolsonarismo” já é uma ideia de fato consolidada.

Para o bem ou para o mal, queiram ou não, é mais ainda, um ideal.

E não se matam, pelo menos não tão facilmente, ideias ou ideais.

O Brasil um dia reencontrará o seu caminho e cumprirá o seu destino. Este país do futuro haverá de ser o país do presente. Os acontecimentos desta época infeliz serão revistos, e aqueles que atentaram impunemente contra as leis divinas e naturais, contra a Constituição do País e o Direito em geral, sando e abusando do poder, inclusive o da toga, que torturaram, que humilharam, que prenderam e que perseguiram adversários, impondo-lhes penas exageradas ou iníquas, serão chamados perante o Tribunal da História. Então, por sua vez, um a um, serão sancionados.

Pois, eu digo e redigo tal qual faziam os Gregos antigos, que a História é cíclica e se repete, nem sempre da melhor forma possível para todos aqueles que não a conhecem, que não a estudam ou que se recusam  a aprender com ela. O tempo será, como sempre foi , o senhor de toda a razão.

Esperemos para ver…!

 

Araguari – MG, 22 de janeiro de 2026.

Rogério Fernal .`.

OAB-MG 24.640

 

 

 

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