DIREITO E JUSTIÇA – 19 DE FEVEREIRO
qui, 19 de fevereiro de 2026 08:00
O Cachorro Orelha; E Tudo Vai Terminar em Pizza? — PARTE III:
== PARA USO ESCOLAR ==
Isso não apagará o crime nefando… A grande pizza de sempre…
“Tudo termina em pizza”:
– No Brasil, a expressão popular “tudo termina em pizza” é usada para significar e descrever situações, inusitadas, geralmente escândalos políticos ou investigações, que terminam sem punição, sem consequências reais, ou sem uma solução definitiva razoável e aceitável, acabando de forma “amigável” ou distorcida. Trocando em miúdos, é o compadrio, o conchavo, a confraria, a conivência, a cumplicidade, o espírito de corpo, a máfia, o crime organizado, enfim, o puro, simples e velho banditismo, embora vestido de novas roupagens ou aparências. Uma autêntica peste, que já se espalhou por todo o país e que não poupa quem quer que seja nos três níveis dos Poderes da República ou fora dele. No Brasil, campeia e escancara-se a corrupção.
Origem:
– A frase surgiu na década de 1960, no ambiente esportivo, quando um grande clube de futebol brasileiro enfrentava uma grave crise interna. Seus dirigentes, para superar o impasse, reuniram-se durante 14 horas e, no final, encomendaram 18 pizzas, para matarem a fome. Certamente também para comemorarem o fato de que as discussões chegaram a bom termo, ou seja, nada ou pouco foi resolvido, conforme é da nossa tradição e tal como se diz em acertado provérbio: “está tudo como antes no Castelo de Abrantes”. Nada mudou. Nada mudará.
Vivemos numa “casa da mãe Joana”:
– É isso mesmo! O Brasil é uma autêntica e permanente “casa da mãe Joana” e no exato sentido da expressão popular: um país sem regras, desorganizado, onde há total bagunça, balbúrdia e um vale tudo. Não há mais confiança na palavra empenhada, o Direito Positivo Brasileiro foi desmantelado pela própria Corte Judicial que deveria resguardar e preservar a Constituição e as Leis do país. Foram-se às favas a segurança jurídica, a hierarquia, a disciplina e o sentimento de civismo, patriotismo e amor à pátria. Agora, é cada um por si e o resto que se dane. Pobre do nosso Brasil. Que futuro teremos? Medíocre, com certeza!
Tudo termina em pizza:
Tive o cuidado de consultar o GROK:
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EU: Grok, como estão as investigações a respeito do cachorro Orelha, aquele que foi morto na Praia Brava, em Santa Catarina?
GROK: As investigações sobre o cão Orelha — aquele comunitário da Praia Brava, em Florianópolis – estão bem avançadas, mas ainda não fechadas. O caso começou em janeiro, quando ele foi agredido na madrugada do dia quatro, morreu no dia cinco depois de eutanásia, e a polícia concluiu o inquérito no começo de fevereiro, apontando um adolescente como o principal agressor, com golpe na cabeça, usando algo tipo pau. Agora, em fevereiro, o Ministério Público pediu mais provas porque viu lacunas — tipo só indiciaram um garoto, mas tinha mais gente nas imagens. A justiça acatou trinta e cinco pedidos no dia dez, incluindo exumação do corpo do Orelha, que rolou no dia onze. A perícia nova tá sendo feita pela Polícia Científica pra confirmar lesões, fraturas e se os ferimentos batem com o laudo inicial. O resultado deve sair em até dez dias, ou seja, por aí pro fim do mês. O pedido de internação desse adolescente tá suspenso até tudo isso acabar – e olha, tem discussão: o Estatuto da Criança e do Adolescente não prevê internação automática pra crime contra animal, só pra violência contra pessoa, então pode cair pra medida mais leve, tipo liberdade assistida. Três adultos, familiares dos envolvidos, já foram indiciados por coação de testemunha. Tem sigilo no processo por causa dos menores, então nomes e fotos não saem. A polícia analisou mais de mil horas de vídeo, depoimentos, celular…, mas ainda tem contradições nos relatos. Se quiser, posso te atualizar ao sair o laudo da exumação nos próximos dias.
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EU: Grok, ainda no caso do cachorro Orelha, existe suspeita ou indício fundados de ocultação, abafamento, sonegação de provas ou parcialidade?
GROK: Sim, tem indícios claros de tentativa de ocultação e abafamento – não por parte da polícia ou do Judiciário, mas dos familiares dos adolescentes. Três adultos (pais e um tio) foram indiciados por coação de testemunha e por tentar esconder provas físicas, tipo um boné de moletom usado no dia do crime. A polícia pegou isso durante as buscas. Sobre parcialidade: a juíza se declarou suspeita logo no começo porque tinha ligação próxima com família de um suspeito — e negou quebra de sigilo de celulares, o que geou crítica. O Ministério Público também apontou inconsistências e lacunas na investigação policial, pedindo novas diligências, como exumação do corpo do Orelha pra perícia extra. Então, sim, há suspeita de que algumas provas possam ter sido sonegadas ou mal apuradas, mas o foco maior tá na obstrução vinda da defesa, não do Estado. O inquérito tá com o MP agora e ainda rola complemento.
FONTE: GROK,, a IA (Inteligência Artificial) do X, ex-Twitter.
Questão I – Consulta feita em 26.02.2026, a partir de 14,31 h.
Base: 35 fontes – 9 posts.
Questão II – Consulta feita em 26.02.2026, a partir de 15,22 h.
Bse: 28 fontes.
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Comentário Pessoal:
De cara, eu lhes pergunto: o que mais poderia acrescentar-se às respostas da IA GROK? Direta e indiretamente, ela diz tudo. Tão Incrível, não é? Daqui a pouco, os humanos irão dizer e querer enfiar-nos goela abaixo que o cachorro Orelha morreu de susto c ou com um osso mal digerido e entalado nas tripas, ou que sucumbiu à velhice. E tudo acabaria bem para os envolvidos de alto poder aquisitivo. Talvez um deles, o menos rico daquela turma, receba, uma repreensão leve ou fique alguns meses sob discreta e pífia liberdade assistida. E lá se foi a esperança de que a Justiça – com J maiúsculo – viesse a ser feita de verdade.
Todavia, pelo menos alguns de vocês devem estar se perguntando: por que é que eu estou moendo e remoendo este assunto? Por que dou tanta ênfase à morte de um velho cachorro como o Orelha, provavelmente mais um daqueles milhões sem raça definida e que habitam as nossas ruas…, ou praias? Afinal de contas há mesmo tantos outros cães em igual situação de penúria e expostos a perigo quanto o saudoso Orelha.
Eu dou ênfase, porque percebo, de uma vez por todas, que o mundo está doente, muito doente, e que psicopatas caminham entre nós, estão por aí, anônimos e incógnitos, expondo-nos ao risco de sermos atacados por nenhum ou pouco motivo, ferindo-nos e matando-nos, assim como aos nossos entes queridos. Basta ler, ouvir e ver as notícias policiais do dia a dia. Crimes sob tortura, cruéis, inesperados, envolvendo familiares, companheiros, conhecidos, estranhos, enfim, ninguém se safa mais.
Eu dou ênfase, porque, consoante já destaquei, é na infância e na adolescência que surge a gestação desses filhotes de psicopatas, como os que mataram o cachorro Orelha e que têm de ser parados agora. Se não o forem, na idade adulta — que não está longe –, consumarão suas índoles perversas, assassinando inocentes a torto e a direito. É melhor prevenir do que remediar. Como quer que seja, a lei tem que ser cumprida, mesmo que a vítima tenha sido um pobre e indefeso animal. Coisa repugnante…!
Eu dou ênfase, por causa do modo bárbaro pelo qual “eles” mataram o cachorro Orelha, que não teve qualquer chance de escapar. A ser confirmado pela nova perícia, a morte foi extremamente cruel, causando dor e agonia insuportáveis: pauladas na cabeça, pregos, empalamento, chutes, fraturas, exposição de massa cerebral. Se foi tudo isso, ou apenas parcial, tanto faz; demonstra, pelo número de atacantes envolvidos e covardia, o que agora se tenta esconder, a premeditação, a maldade pela pura maldade, a capacidade e a vontade de delinquirem e de virem a repetir sem freios, vezes ou limites.
Eu dou ênfase, porque a atitude dos “mauricinhos de Classe A tem que ser punida, exemplarmente na forma da Lei, para que não se desacredite de uma vez opor todas nos segmentos da justiça e da segurança pública deste país. Se assim for, tudo estará perdido, porque novos crimes como este, ou até piores, passarão a ser corriqueiros e a acontecerem, com a certeza plena da impunidade. E para que mudanças urgentes sejam feitas na legislação penal brasileira, sendo uma delas absolutamente necessária e inadiável:
– A redução da maioridade penal para — pelo menos — 14 anos de idade.
Quero ainda renovar um alerta já feito, quando termino esta tríade de Colunas Direito e Justiça – DJ (05.02, 12.02 e 19.02 / 2026), endereçadas também PARA USO ESCOLAR, como sendo a minha contribuição pessoal, a fim de que este crime hediondo não caia, como tantos outros já caíram, no esquecimento:
– Que não pensem os espertalhões, nem aqueles que ensaiam politizar o caso, que o crime contra o cachorro Orelha fará com que nós, “os imbecis aos quais a internet deu voz”, nos esqueçamos das injustiças de toda sorte, praticadas contra os brasileiros e decorrentes das omissões, das arbitrariedade, das prisões, das perseguições, das penas iníquas e exorbitantes, tudo isto imposto em nome de um “seletivo e já inexistente Estado Democrático de Direito”, ações inconstitucionais e ilegais, indesculpáveis, praticadas neste país nos últimos tempos, tanto pelos maus políticos quanto por figurões, inclusive togados, espalhados nos cargos e funções do Estado Brasileiro, de alto a baixo.
Infelizmente, e já é histórico e atávico, a população brasileira tem memória bastante curta, contenta-se com esmolas, bagatelas e migalhas, dadas por governantes corruptos e populistas, como era no sistema romano de “panem et circenses” (pão e circo), para a perpetuação dos tiranos no poder. E assim o Brasil caminha feito um caranguejo, para os lados, ou como um bêbado, para trás ou caindo, aos trancos e barrancos, de escândalo em escândalo. As décadas passam e são perdidas, enquanto outros países bem menores superam-nos e usufruem de fato os ganhos do progresso e da tecnologia deste Século XXI. Entre nós, ainda existem milhões de escravos para serem libertados.
Por fim, que o caso emblemático do cachorro Orelha seja o estopim, a faísca, que dará início a uma mudança profunda na legislação deste país, fazendo com que todos os brasileiros e brasileiras sejam de fato iguais perante a Lei, porque hoje o que ocorre é, na verdade, uma farsa: “alguns” com poder aquisitivo maior são “mais iguais” perante a Lei do que a “maioria” com poder aquisitivo menor.
Precisamos – e para já – de uma nova e enxuta Constituição, de Leis mais acessíveis à compreensão geral, eficazes, justas e práticas, de diminuir o tamanho exagerado do Estado, de simplificar e adequar a carga excessiva dos impostos, de controlar a burrocracia parasitária e de implantar ações que beneficiem diretamente a população. Pois, todo o resto é conversa fiada, demagogia e politicagem…!
Araguari – MG, 19 de fevereiro de 2026.
Rogério Fernal .`.
OAB-MG 24.640
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