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DIREITO E JUSTIÇA – 16 DE ABRIL

qui, 16 de abril de 2026 08:00

O Poder Real da Oração:

   – Coluna Direito e Justiça – 16.04.2026 – Rogério Fernal .`.

                   Jesus está chamando…                                 Jesus está orando…

 

 

O grandioso poder da oração:

 

  • Orar previne, diminui, afasta ou evita o mal.

 

  • Orar conecta-nos direta e imediatamente com Deus.

 

  • Pela oração, glorificamos e adoramos o nosso Criador.

 

  • Pela oração, agradecemos, pedimos e obtemos graças e perdão.

 

  • Pela oração, podemos recomeçar e alcançar um novo e mais tranquilo fim.

 

  • Orar é bom; orar é simples; orar nos faz bem; orar nos fortalece; orar nos traz alegria; orar nos encoraja; orar nos energiza; orar nos cura; orar agrada a Deus.

 

  • Orar a Deus é, pois, um ato de comunicação, conexão e relacionamento pessoal com o Criador, servindo como uma conversa franca e sincera para adorar, agradecer, confessar e reconhecer erros e faltas ou até mesmo interceder por necessidades ou necessitados, encarnados ou desencarnados. Trata-se a oração de um encontro de intimidade, onde se busca o conforto, o consolo, a sabedoria e a vontade divina em nossa vida.

 

 

Arar é Orar:

 

Um sacerdote, vendo um lavrador que guiava um arado, aproximou-se, perguntando-lhe:

 

Se soubesses que ias morrer esta noite, em que empregarias o resto do dia?

 

– Em arar, respondeu-lhe o campônio.

 

O sacerdote esperava que o bravo lavrador lhe dissesse que passaria o tempo confessando-se, rezando ou na igreja.

 

Admirando-se da resposta que havia recebido, pensou um momento e disse:

 

– Meu amigo, tu deste a mais sábia resposta que se pode dar, porque arar é orar. A oração do trabalho é sempre satisfatória.

 

 

Autor:             Leon Tolstoi.

 

Fonte:             Pérolas Literárias (Contos e crônicas).

Antônio F. Rodrigues  – Editora Petit – Pág. 40.

 

 

  1. S.: – “Arar é orar” é uma metáfora que une trabalho e espiritualidade, sugerindo que o esforço honesto e a dedicação (arar) equivale a uma prece em ação. A frase enfatiza a necessidade de aliar a fé à prática, onde o labor realizado com bom propósito eleva o espírito até Deus tanto quanto a oração.

 

 

 

A Eficácia  ou ineficácia da Oração:

 

  1. Contesta-se a eficácia da oração sob o argumento de que Deus já é conhecedor das nossas necessidades. Assim, a oração é inútil, ineficaz e desnecessária.

 

  1. E ainda sob o argumento de que tudo no Universo está encadeado e preordenado por leis eternas, divinas e imutáveis, sendo definitivos os decretos de Deus. Dessa forma,, a oração seria pura e simplesmente uma perda de tempo.

 

  1. Embora possa ser assim, ou não, eu não creio que vivemos sob o signo da fatalidade, porque Deus não nos negou o livre arbítrio, ainda que atrelado a ações de outros, ou seja, a possibilidade de escolha em muitas situações cruciais das nossas vidas, enfim, o uso da inteligência e da razão de que Ele nos dotou.

 

  1. Ao ser humano, incumbe agir, ter iniciativa e decidir pelo que lhe for melhor e de acordo com o bem. “Moisés, diga ao povo que marche”, ordenou Deus às margens do Mar Vermelho (Coluna DJ de 25.04.2024).

 

  1. Deus não soluciona os problemas que incumbem a nós mesmos resolver, nem carrega a nossa cruz, mas também não cria e não aumenta nossas aflições ou tormentos. Jesus disse: “Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mateus: Cap. 11; V. 30).

 

  1. Pelo contrário: Deus nos confere esperança, confiança, fé paciência, resignação, resiliência, ou seja, ferramentas suficientes, hábeis e úteis para a nossa vida.

 

Comentário Livre:

Ítem 1:

Se você e eu acreditamos em Deus, sob qualquer nome que se dê a Ele, teremos que aceitá-lo como a inteligência suprema e a causa primária de todas coisas  (Livro dos Espíritos – Allan Kardec, Questão 1), com todos os atributos que lhe são próprios e pertinentes: Onipotência, presciência onipresença, eternidade, infinitude e mais.

Deus é soberano nas suas ações e vontades, não nos cabendo duvidar ou contestar, tão somente a crendo que a Divina Providência cuidará de nós, assim como faz com as aves do céu e as flores (lírios) dos campos, porquanto  nós também mereceremos a proteção divina, consoante as palavras de Jesus: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de  amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus: Cap. 6, V. 30).

Então, por que orar? É simples e óbvio: porque, em nossa crença, somos criaturas de Deus, seres imperfeitos, falíveis e incompletos. Nascemos com a propensão inata de reconhecer e de buscar algo supremo e perfeito, incontrastável e que nos retire da solidão de nós mesmos. Se não orarmos para Deus, que oremos por nós mesmos. Orar faz bem, eu já disse.  Orar cura, tranquiliza, previne, diminui e afasta o mal.  É uma questão de fé, de  esperança noutra vida e não de ciência aplicada. E a fé não duvida.

 

Ítem 2:

Eu não lhes sei dizer, se tudo no Universo está, ou não está, encadeado e preordenado por leis eternas, divinas e imutáveis até pelo próprio Deus. Como quer que seja, nesta altura da minha vida, após tantos percalços, acertos e erros, de pouco ou nada me importaria saber. Que diferença prática haveria? Nenhuma! Sigo como se preconiza no texto Desiderata: “… e ainda que eu não perceba o Universo e as estrelas seguem e cumprem o seu destino; eu tenho o direito de estar aqui…”  Isto me basta!

Ítem 3:

Ademais, eu prefiro acreditar que de fato foi-nos dado e assegurado o livre arbítrio, a faculdade ou possibilidade de decidir e de escolher caminhos na vida. Ao menos de uma forma relativa, proporcional, racional e por vezes, digamos assim, dependente de atos ou atitudes dos que nos cercam.

É verdade que podemos, e vamos, sofrer danos por conta dos erros ou dos abusos de outrem, mas isso jamais poderá ser posto na conta de Deus e nem servirá para negar a nossa capacidade de agir e reagir e de evitar o perigo ou as situações censuráveis.Não se pode concluir pelo absurdo! Se o fizeéssemos, estaríamos aceitando que a nossa própria existência é um desperdício sem propósito algum.

 

Ítem 4:

Se Deus nos negasse isso, uma liberdade relativa, ou seja, um mínimo que fosse de livre arbítrio, então por que nos teria criado? Por diletantismo? Por empáfia? Por tédio? Por crueldade? Ou somente para contemplar, ao longo do tempo,  as suas toscas e míseras marionetes pensantes e falantes?

 

Nessa altura da minha existência humana, é mais sábio e prático que eu siga o curso normal e mais natural da minha vida, procurando trilhar caminhos retos e justos. Deixarei o que for polêmico de lado e o que transcender os meus conhecimentos para os filósofos, os cientistas e até mesmo para os religiosos. Se eles não resolveram essas questões até agora, não serei eu quem irá solucioná-las.

 

Ítem 5:

            Certamente não terá sido vã a vida de quem, ao final da jornada nesta terra, puder vislumbrar sobre os seus passos toda uma estória. Sim, pois, muito pior do que errar e fracassar, é omitir-se, é nunca ter arriscado, é nunca tentar acertar e evoluir em todos os sentidos positivos possíveis. A opção pelo bem deve ser constante, visto que deflui da própria alma, e a nossa intuição humana clama bem alto que fora da caridade e do amor ao próximo não existe salvação alguma.

 

Ítem 6:

Deus é Deus sem você e sem mim, mas você e eu somos nada sem Deus. Cada um de nós tem sobre os ombros apenas a cruz que pode carregar. Se ela pesar a mais do que o suportável, saiba que isto não decorre de um asto deliberado de Deus, que sempre fará a sua parte, mas quer e exige que façamos a nossa contrapartida.

Araguari – MG, 16 de abril de 2025.

Rogério Fernal .`.

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