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DIREITO E JUSTIÇA – 14 DE MAIO

qui, 14 de maio de 2026 08:00

Nossa Senhora de Fátima

= Reiterando Coluna DJ de 13.05.2021 mais acréscimos =

  • : Representação de Nossa Senhora de Fátima e dos 3 pastorzinhos.
  • : O “sol dançando e girando”, como teria sido visto. em 13.10.1917.

 

O “Milagre do Sol” em Fátima:

– O “Milagre do Sol” foi um fenômeno extraordinário presenciado por cerca de 70.000 pessoas em 13 de outubro de 1917, na Cova da Iria, em Fátima (Portugal). Após uma chuva intensa, o Sol apareceu como um disco prateado, girou rapidamente, emitiu luzes coloridas e pareceu cair em direção à multidão, secando instantaneamente as roupas encharcadas dos presentes e o chão.

– Testemunhas relataram que o sol “dançou”, girou como uma roda de fogo e alterou cores no céu. O “milagre”, fato, acontecimento, ilusão, embuste, ou seja lá o que você quiser que tenha sido, foi observado não apenas por fiéis, mas também por céticos, descrentes, jornalistas (incluindo o jornal anticlerical O Século) e cientistas, durando cerca de três a dez minutos.

– Aliás, cientistas e céticos, até hoje, insistem em afirmar que o acontecimento impressionante (ou sobrenatural) visto pelo romeiros teria sido uma versão do fenômeno de imagem chamada de “parélio”, um evento raro, que acontece quando a luz do Sol atravessa um cirro (tipo de nuvem) feito de cristais de gelo. Consequentemente, os “exageros visuais e sensoriais” daquela multidão (e de pessoas que estavam a quilômetros do local), a surpresa, o pânico, o choro, os gritos, o desespero,  foram causadas pelo fanatismo e histeria coletivos e pela força psicológica decorrente do chamado “rebanho ou mentalidade de multidão”;

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As aparições marianas em Fátima:

Nossa Senhora de Fátima, ou formalmente Nossa Senhora do Rosário de Fátima, é uma das invocações atribuídas, no âmbito da Igreja Católica Apostólica Romana, à Virgem Maria, e que teve a sua origem nas aparições recebidas por três pastorzinhos no lugar denominado Cova da Iria, em Fátima, Portugal, no ano de 1917.

De acordo com os testemunhos das três crianças videntes, a primeira visão teria ocorrido no dia 13 de maio de 1917, ao meio-dia, repetindo-se durante os cinco meses seguintes sempre no dia 13 e na mesma hora, até 13 de outubro de 1917. A exceção foi em agosto, quando a aparição deu-se no dia 19, pois as crianças achavam-se presas por ordem do Conselheiro da Freguesia de Ourém, à qual Fátima subordinava-se.

Na última aparição, em 13 de outubro de 1917, a Senhora identificou-se como sendo a “Senhora do Rosário”, motivo pelo qual o seu nome foi composto eclesiasticamente pelos seus dois títulos, resultando em Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Os meninos videntes nasceram em Ajustrel, Fátima, Conselho de Ourém, Portugal: eram Lúcia de Jesus Rosa dos Santos (Lúcia, simplesmente, nasceu em 28.03.1907 e faleceu em 13.02.2005, aos 97 anos); Francisco de Jesus Marto (Francisco simplesmente, nasceu em 11.06.1908 e faleceu em 04.04.1919); Jacinta de Jesus Marto (Jacinta simplesmente, nasceu em 11.03.1910 e faleceu em 20.02.1920). Lúcia era prima de Francisco e de Jacinta; estes últimos, irmãos.

Conforme os relatos dos videntes, a mensagem que a aparição apresentou em Fatima foi um insistente apelo à conversão, à penitência e à oração, especialmente a oração do Rosário. O seu principal local de devoção é o próprio Santuário de Fátima, situado na cidade do mesmo nome, em Portugal

O extraordinário Milagre do Sol, ocorrido na Cova da Iria onde se concentravam cerca de 70.000 pessoas, em 13 de outubro de 1917, foi presenciado e testemunhado por milhares de pessoas, tanto no local quanto em lugares distantes dali.

Foi o cumprimento de uma promessa que a Senhora havia feito às crianças nas anteriores aparições de julho e setembro, para que as pessoas pudessem crer. Nessa ocasião, a visão identificou-se como sendo a “Senhora do Rosário”.

Segundo os testemunhos recolhidos na época, o Sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, pôde ser olhado diretamente sem dificuldade e girava loucamente sobre si mesmo como se fosse uma roda de fogo, parecendo depois vir chocar-se contra a Terra. Pessoas gritavam, choravam, entravam em transe, em pânico, enfim, parecia ser o fim do mundo…!

O fenômeno, ou fato, foi publicado e comentado na imprensa portuguesa por vários jornalistas que para ali se tinham deslocado e que foram também testemunhas do ocorrido.  Contudo, houve também pessoas que declararam nada ter visto, afirmando que o Sol manteve-se normal como sempre foi. Para ser mais atual, eu usarei um termo bastante em voga: houve também – e ainda há – muito negacionismo.

Como quer que seja, quem me lê agora, é que deverá formar a sua opinião. Minha intenção não teve conotação religiosa alguma, mas foi e é tão somente a de não deixar passar esta data em vão. Crendo ou não, o acontecido naquele local, naquele dia, naquela hora, com três crianças inocentes, foi, no mínimo, impressionante e dá no que pensar.

E, finalizando, por mim é de bom alvitre recordar o que teria dito um dos mais famosos personagens de William Shakespeare, salvo engano, Hanlet:

– “Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”.

 

Acréscimos:

Havendo reiterado o texto que compôs primitivamente a Coluna DJ de 13.05.2021. eu quis agora acrescentar figuras e argumentos outros que personalizem,  robusteçam  e finalizem o meu pensamento sobre este assunto, ainda muito atual,  embora já passados mais de 100 anos dos eventos em Portugal e mais de 5, desde que escrevi.

Milhares de pessoas viram, sentiram e tiveram suas roupas encharcadas pela chuva intensa secadas  na hora; presenciaram uma “loucura solar alucinante”, algo anunciado pelos videntes nos meses anteriores, que seria a prova máxima e insofismável  das aparições,  com dia e hora adiantados pela Senhora do Rosário de Fátima. Sim,  meus caros, queiramos ou não admitir, coisa sobrenatural, inexplicável e muito superior ao poder humano aconteceu naquele dia, naquele local.

A Igreja Católica Apostólica Romana declarou e reconheceu o acontecimento de 13.10.1917  como sobrenatural e miraculoso, ou seja e trocando em miúdos, foi um “milagre”. E também eu, na minha pequenez, o reconheço como tal,  ante a inexistência de uma causa plausível, justificável  e aceitável do que teria feito o Sol “enlouquecer”, dançar, girar, rodopiar, aproximar-se e afastar-se da Terra, como se quisesse cair sobre todos os que ali estavam

A tal versão científica do “perélio” não me convence em absoluto. Afinal de contas, os pastores-videntes,  muito antes, tinham tornado público e transparente com precisão, que “algo diferente e inusitado” iria acontecer, um fato sobre-humano, por si só capaz de provar a veracidade e seriedade das aparições. Portanto, o “milagre” foi anunciado e antecipado pela Senhora de Fátima com dia e hora previstos . E o povo acreditou, creu e acorreu para ver. E todos viram…!

Comprovadamente, pelo menos  70.000 pessoas compareceram e viram  a “dança do Sol”, sem contar as que esvaem longe do local, até a quilômetros de distância, mas que também viram as “loucuras do Sol naquele dia”. Histeria coletiva, retinopatia solar, ilusão de ótica, fenômeno atmosférico raro e local, histeria coletiva, tudo isso e até mais, parecem soar bem e suficiente para os cientistas e os céticos, mas não para mim e certamente também não para aqueles que têm fé.

Certamente os cientistas e os céticos continuarão a dize e a insistir  que o Milagre do Sol em Fátima, naquele dia 13 de outubro de 1917, teria mesmo sido um “perélio” um fenômeno atmosférico raro, ou uma combinação de ilusões de ótica e fatores psicológicos fanáticos ou mórbidos, e não uma alteração real física do Sol. Eu não irei polemizar e nem perder o meu tempo com discussões inúteis, radicalizadas e ideologizadas.

Ciência é ciência e fé é fé. Cada qual no seu quadrado, com seus métodos, com sua abrangência e com seus limites. Enquanto a ciência exige provas físicas irrefutáveis e cujos resultados devem repetir-se  com os mesmos experimentos, a fé  não exige tais provas, porque se alicerça na crença e na esperança daquele que crê de que algo material ou espiritual irá ocorrer em seu benefício e para melhor. Ciência e fé podem atuar juntas, complementando-se e não se opondo sempre ou necessariamente.

Quero finalizar, afirmando que os acontecimentos havidos em Fátima, Portugal, culminando com o Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917, extrapolam os limites de uma religião humana e não pertencem mais tão somente à Igreja Católica Apostólica Romana, mas já se inserem nos  tantos mistérios insondáveis e assombrosos que permeiam a História da Humanidade.

 

 

 

 

 

 

            Esq. :   Pelo menos 70.000  pessoas  presenciaram a “dança do sol”.

‘           Dir. : O Santuário de Fátima, que hoje atrai anualmente milhões de fiéis.

 

Araguari – MG, 14 de maio de 2026.

Rogério Fernal .`.

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