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Dia Internacional da Luta Antimanicomial é protagonizado por pacientes do CAPS

ter, 20 de maio de 2014 00:18
Pacientes e voluntários participaram das ações, promovidas no Bosque John Kennedy nesta segunda-feira. Foto: Gazeta do Triângulo

Pacientes e voluntários participaram das ações, promovidas no Bosque John Kennedy nesta segunda-feira. Foto: Gazeta do Triângulo

MEL SOARES – Em Araguari, o Dia Internacional da Luta Antimanicomial (18 de maio), foi celebrado nesta segunda-feira, 19, no Bosque John Kennedy. A ação que terá continuidade está sendo promovida pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da rede municipal de Saúde, por meio de exposição de trabalhos e, pela colaboração das voluntárias: Márcia Virgínia de Almeida, Alba Valéria Ferreira da Silva e Maria de Fátima Araújo Oliveira.

Tais trabalhos confeccionados pelos próprios pacientes foram levados para apreciação da comunidade araguarina. Diversas pessoas que caminhavam pelo Bosque aproveitaram para conhecer mais sobre os resultados das oficinas.

Em entrevista, a psicóloga Maria Aparecida Moreira, disse que o CAPS atende de segunda a sexta-feira, aproximadamente duzentas pessoas, a maioria, por transtorno bipolar e esquizofrenia. Na ocasião, desenvolvem oficinas de mosaico, bordado e cinema.

A paciente Renata Oliva da Silva Bernardes, de 38 anos, frequenta o CAPS há cinco anos e falou com a reportagem. “Tenho esquizofrenia, desde a minha adolescência. Antes de fazer o tratamento não me controlava e muitas vezes cometia agressão física contra os meus próprios familiares. Agora tudo mudou, além de conter a minha ira, não preciso de ajuda para pegar o ônibus”, detalhou Renata, que tem em seu currículo os cursos de panificação e manicure.

Claudia Maria Araújo de 48 anos de idade foi diagnosticada com transtorno bipolar e afirmou à reportagem que os atendimentos no Núcleo de Saúde Mental e CAPS foram essenciais para que ela mudasse seus hábitos. “Hoje posso dizer que tenho qualidade de vida. Ficava apenas dentro de casa e após participar das oficinas e receber o tratamento psicológico sou outra pessoa”, ressaltou.
Os atendimentos no CAPS, coordenados pela psicóloga Lúcia Santos Coelho são realizados de segunda a sexta-feira, das 7 às 17h com atividades de oficinas terapêuticas; atendimento psicológico e psiquiátrico, terapia ocupacional, enfermagem e acompanhamento de assistente social.

Mais atividades em prol da Luta Antimanicomial

Hoje, 20, as ações continuam, através de momento de confraternização onde se reunirão pacientes e funcionários numa chácara, com o transporte disponibilizado pela secretaria de Saúde. “Estaremos em um ambiente natural, para oferecer um dia de lazer aos pacientes”, ressaltou Andreia Avelar, Terapeuta Ocupacional.

Fique por dentro

A data de celebração do Dia Internacional da Luta Antimanicomial  remete ao Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru, no estado de São Paulo, que reuniu mais de 350 trabalhadores na área de saúde mental.

Como processo decorrente deste movimento, temos a Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei 10216 de 2001 (Lei Paulo Delgado) como diretriz de reformulação do modelo de Atenção à Saúde Mental, transferindo o foco do tratamento que se concentrava na instituição hospitalar, para uma Rede de Atenção Psicossocial, estruturada em unidades de serviços comunitários e abertos.

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