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Dezenas de casas no residencial Bella Suíça são invadidas

ter, 28 de julho de 2015 08:00

Da Redação

Famílias desabafam sobre o porquê da invasão

O desemprego foi uma das principais motivações para a invasão de mais de 30 famílias no residencial Bella Suíça III, inaugurado recentemente. Grande parte dos invasores comenta que ocupou as casas há aproximadamente 15 dias, não precisando de arrombamento, pois as portas estavam destrancadas. Outra parte assume que foram necessários atos de vandalismos para adentrar.

Famílias sem teto falam sobre dificuldades de sobrevivência

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Em entrevista, eles contam sobre as suas necessidades básicas e insatisfação em relação a pessoas que foram sorteadas indevidamente. “Vivemos de doação. Não temos condição alguma. Muitas pessoas que não precisam ganharam e queremos que o governo olhe para nós.”, afirmaram.

Aline Borges de 25 anos, grávida de dois meses conta que o desemprego a motivou a invadir a propriedade alheia. “Não tenho condições nenhuma de sobreviver sem ajuda. Estou solteira e morava com meu irmão, mas não dava para ele me ceder um lugar e tive que sair. Não tenho para onde ir”.

Daniele Souza Almeida de 21 anos também faz parte da lista de pessoas que invadiram o residencial. “Sou solteira e mãe de dois filhos pequenos. Pagar aluguel tornou-se impossível. Tento fazer atividades autônomas como fazer uma escova e unha, mas é difícil. O dinheiro não é fixo”, defendeu.

Aos 51 anos, Célia Regina da Silva conta que mora com o marido e uma filha e invadir foi algo irremediável. “Morava no bairro Goiás e pagava 580 reais de aluguel. Fiquei devendo e acabei sendo despejada. Sem ter para onde ir, a única solução foi invadir”.

Conforme apurado pela reportagem, alguns endereços ainda não foram sorteados, mas estão ocupados ilegalmente. Em outros casos, a entrega das chaves acontecerá na próxima semana, mas as casas foram tomadas.

A secretária de Planejamento e Habitação Eliane Gussoni informou que dezenas de denúncias chegaram ao seu conhecimento e estão sendo encaminhadas aos órgãos responsáveis por ações judiciais como o Ministério Público.

A secretaria alerta que uma das exigências previstas no contrato é de que a casa seja ocupada em 30 dias pelo mutuário. “Muitas pessoas não se atentam para este prazo e aguardam a construção de muro ou outros reparos para se mudarem. No entanto, precisam ser conscientes de que se por ventura sua casa for invadida correm o risco de perdê-la”, revelou.

Conforme esclarecimentos, as casas de pessoas que perdem o benefício são encaminhadas novamente para a secretaria, que selecionará o novo dono por meio do cadastro reserva.

2 Comentários

  1. Maria Keila da Conceição disse:

    E eu com o mesmo poblema e mesma indignação pois também sou solteira faço faxina tenho duas criança e pago aluguel de 400 e luz de 140 e estou sem condição não sei até onde vou aguentar já pedir socorro lá no planejamento na prefeitura mais lá ninguém tem misericórdia de mim e das minhas criança muita crueldade essas pessoas ai tão certas estão a lutar por os seus direitos eu tenho raiva por eu não ter tido a coragem deles de invadir também

  2. Lorrayne Maria Duarte disse:

    Estas pessoas fizeram o certo, pois tem muita gente que ganhou casa sem ter a necessidade e como foram contemplatados ninguem ainda sabe, se é feito uma pesquisa então qual o resultado desta pesquisa ou seria quem tem condições e tem casa para morar pode ganhar outra com certeza para tem mais renda, no caso vender a casa que ganhou ou alugar… É uma vergonha este sorteio, pura balela, nada sério.
    Deveria ser feito uma pesquisa séria e com responsabilidade, para beneficiar quem realmente não tivesse moradia.

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