Determinação proíbe a venda de lâmpadas incandescentes de 60 watts
sex, 3 de julho de 2015 08:05Da Redação
Apesar de mais caras, alternativas consomem menos energia e duram mais
Desde a última quarta, 1º, estabelecimentos de todo o país deixaram de comercializar um dos itens mais comuns nos lares brasileiros. A partir de uma determinação do governo federal, a venda de lâmpadas incandescentes com potência de 60 watts está oficialmente proibida.

Tradicionais lâmpadas saem de circulação no país (Divulgação)
A medida corresponde a um processo gradativo, iniciado em 2010 com a missão de reduzir o consumo de eletricidade. Diante da baixa eficiência energética, o governo decidiu suspender a produção e importação das referidas lâmpadas em junho de 2014, colocando o prazo de um ano para que os lojistas se adequassem. Com o período expirado, consumidores devem procurar por outras opções.
Apesar de mais caras, as alternativas garantem uma eficiência ainda maior na energia consumida nas casas brasileiras. É o que explica o engenheiro José Radi Neto. Em entrevista ao Jornal Gazeta do Triângulo, ele enalteceu a mudança.
“A eficiência da lâmpada incandescente é péssima, é como um carro que faz poucos quilômetros por litro de gasolina. Funciona da mesma forma, ou seja, a lâmpada produz menos e gasta mais. Essa era uma necessidade discutida há muitos anos. Uma lâmpada de 20 watts fluorescente produz a mesma quantidade que uma de 100 watts incandescente, e gasta muito menos”, elucidou.
Nos últimos cinco anos, o governo já havia vetado a comercialização de lâmpadas incandescentes com potências de 100, 150 e 200 watts. A partir dessa semana, aqueles que insistirem na produção ou venda dos produtos de 60 watts podem sofrer multas de R$ 100 até R$ 1,5 milhão, segundo o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Com a proibição dos equipamentos mais comuns, a expectativa é que o preço das lâmpadas fluorescentes compactas ou as de LED sofra uma redução considerável. Embora reconheça a dificuldade em relação ao valor, José Radi destacou as alternativas.
“Vemos várias lâmpadas LED em pedágios e em postos policiais. Infelizmente, ela ainda é pouco comercializada pelos moradores em virtude do preço. Mas se trocássemos as lâmpadas de vapor, sódio, por essas novas, a taxa de iluminação pública, por exemplo, cairia para 20% do valor”, detalhou.
Conforme apurou a reportagem, a troca de uma lâmpada de 60 watts incandescente por uma de LED com luminosidade equivalente, ligada durante quatro horas por dia, deve economizar em média R$ 36 por ano na conta de luz. Em todo o país, a expectativa é que haja uma economia de 4% na energia elétrica utilizada para abastecer as residências.
ALERTA EM CASA
O próximo passo do governo será a proibição das lâmpadas incandescentes de 25 e 40watts, que devem sair de circulação a partir de junho de 2016. Apesar das determinações, José Radi alerta para o que, segundo ele, é o maior perigo para o bolso do consumidor.
“O grande vilão do consumo de energia elétrica, na verdade, é o chuveiro, que é pouco eficiente, gasta muita energia e produz menos calor. Depois dele, o que mais consome é o ferro elétrico. Esse problema ocorre pela falta de investimentos dos fabricantes em equipamentos de maior eficiência. Por isso, as pessoas devem permanecer atentas ao consumo”, orientou.
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