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Crise hídrica motiva plano de contingência na região

sáb, 28 de fevereiro de 2015 01:09
Comitês de bacias hidrográficas se unem para controlar situação

DA REDAÇÃO – Um objetivo comum reuniu diretores do CBH (Comitê da Bacia Hidrográfica) do Rio Araguari na sede da entidade. O motivo foi a consolidação do Plano de Contingência para enfrentamento da crise hídrica nas bacias estaduais do Triângulo e Alto Paranaíba.

Após diversas reuniões, os membros do CBH Rio Araguari voltaram a se encontrar, com a missão de direcionar as ações que serão desenvolvidas por meio do projeto, elaborado em conjunto com os comitês do Alto e Baixo Paranaíba, além do Baixo Rio Grande. Nessa etapa, cada entidade será responsável por executar o plano, que se divide em quatro frentes principais.

Os temas se remetem ao monitoramento da crise nas sub-bacias declaradas de conflito e mananciais de abastecimento urbano; regularização ambiental e hídrica, bem como a redução das perdas físicas nos sistemas de abastecimento urbano. A iniciativa ainda pretende reforçar campanhas educativas envolvendo boas práticas de uso e conservação da água.

De Belo Horizonte, onde trata novos assuntos acerca do projeto, o presidente da CBH Araguari e professor da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), Antônio Giacomini Ribeiro reforçou o avanço na iniciativa.

“O plano de contingência está pronto, falta apenas implantá-lo nas regiões. A parte mais difícil é contratar pessoal, pela burocracia que envolve, mesmo assim estamos adiantados e confiantes em conseguir executar”, afirmou.

No último dia 13, integrantes dos comitês se reuniram na sede da Amvap (Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paranaíba), onde o promotor de Justiça, Carlos Alberto Valera, manifestou as possíveis ações para contribuir com o plano.

Desperdício de água tratada chega a 33,5%

Um levantamento consolidado no mês anterior mostrou que 33,5% da água limpa que sai das estações se perde antes de chegar aos consumidores mineiros. Os dados são do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), que levantou os problemas que envolvem o trajeto, principalmente por vazamentos na rede e transbordo de reservatórios. Diante disso, o CBH Araguari e a ABHA criaram o “Projeto de Combate às Perdas Físicas” para diagnosticar as deficiências e propor soluções. Em todo o país, a perda chega a 40%.

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