Criança é atendida na Unidade de Pronto Atendimento com suspeita de abuso sexual
qui, 14 de fevereiro de 2019 05:30Da Redação
Este ano, pelo menos duas ocorrências relacionadas a abusos sexuais foram registradas em Araguari, sendo as vítimas menores de idade. Estes casos reforçam os dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) registrando que, sete em cada dez vítimas de abusos, são crianças.
Desta forma, na última terça-feira, 12, policiais militares encaminharam uma criança de 5 anos de idade à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), onde a avó paterna teria afirmado que a neta apresentava sangramento nas partes íntimas. A criança foi rapidamente atendida pela equipe médica de plantão que, de fato, verificou uma lesão superficial na região genital.
A mãe afirma desconhecer qualquer tipo de abuso e conta que ligou para a avó da criança ao perceber o sangramento, entretanto, elas teriam se desentendido em sua residência. O caso foi acompanhado pelo Conselho Tutelar que juntamente com a Polícia Civil irá investigar o caso e tomará as devidas providências.
Sobre as ocorrências desta natureza, Vera Arruda, conselheira do Conselho Tutelar ressaltou que as denúncias diminuíram no início deste ano, mas as pessoas precisam estar atentas aos sinais, principalmente no comportamento de uma possível vítima.
Segundo explicou, depois de feita a denúncia, o Conselho Tutelar acompanha o atendimento médico da vítima, após isso é registrado um boletim de ocorrência e colhe-se o depoimento da vítima e dos responsáveis. Depois o caso é passado para os órgãos cabíveis, Centro de Apoio Especializado, que prestará um auxílio psicológico para a vítima.
Denúncias podem ser feitas também à Delegacia de Proteção à Mulher, ao Idoso, à Criança e ao Adolescente da Mulher, que está localizada na rua José do Patrocínio, 291, Centro.
Prevenção
O trabalho de prevenção faz parte das responsabilidades do Conselho Tutelar que realiza várias ações. Na próxima semana, por exemplo, a equipe de conselheiros iniciará rondas preventivas pela cidade. A iniciativa conta com o apoio da Polícia Militar, Comissário de Menores e a secretaria de Trabalho e Ação Social.
As atividades, segundo explicou Vera Arruda, serão feitas nas ruas, avenidas e praças da cidade, principalmente durante a madrugada. “Nossa intenção é conversar com os menores, a fim de coibir o uso de bebidas alcoólicas e de entorpecentes. Também conversaremos com os proprietários de bares e restaurantes e passaremos dicas sobre esta situação. É um trabalho que apresenta sempre bons resultados,” ressaltou a conselheira.
Crime
O crime de estupro (artigo 213 do Código Penal) em todas as suas formas continua sendo crime hediondo. A novidade foi a inclusão, no rol dos crimes hediondos, do estupro perpetrado contra vítima menor de 18 anos ou maior de 14 anos. A pena é a reclusão, de 6 a 10 anos. Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 ou maior de 14 anos, a reclusão será de 8 a 12 anos.
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