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Comunidades terapêuticas de Araguari buscam incentivo financeiro do governo estadual

ter, 11 de fevereiro de 2014 00:27

TALITA GONÇALVES – O ponto de partida para uma vida longe do vício é a vontade do próprio dependente. Começa então uma dura caminhada, e como grande parte das famílias não possui condições financeiras para conseguir a internação em clínicas particulares, as comunidades terapêuticas são cada vez mais procuradas por oferecem, gratuitamente ou a um preço simbólico, acompanhamento e um espaço protegido onde o paciente pode ser recuperar.

Existem no município três comunidades terapêuticas – El Shadday, SER Livre (Serviço Evangélico de Reabilitação de Araguari) e Pró-Vida – que atualmente buscam melhorar o atendimento com a inclusão no programa Cartão Aliança Pela Vida, do governo de Minas. Para cada paciente cadastrado, a iniciativa garante o repasse mensal de R$ 900,00 com destino ao tratamento, por no mínimo três meses.

Essas instituições sobrevivem através de doações, principalmente de familiares e também de empresas. Convênios com o município garantem mantimentos. Para a comunidade SER Livre, o auxílio é esporádico.

No entanto, para fazer parte do programa, elas devem cumprir uma série de exigências em relação à estrutura física e atendimento.  As comunidades receberam no ano passado a visita de um representante do governo, que após avaliação, recomendou as adequações necessárias.

De acordo com Karine Viana Ferreira, psicóloga da secretaria Antidrogas, a unidade SER Livre se antecipou em relação às outras duas e realizou as mudanças, mas o governo ainda não agendou uma nova visita.

VAGAS SOCIAIS

A secretaria Antidrogas planeja uma ação para formalizar o repasse da prefeitura e transformá-lo em vagas sociais. “Nossa intenção é disponibilizar uma ajuda até que as comunidades terapêuticas recebam o incentivo do governo. Ainda está em fase de planejamento, mas acreditamos que vai dar certo,” comentou a psicóloga.

DESINTOXICAÇÃO

Diferente da internação terapêutica, a desintoxicação é voltada para o usuário com comprometimento físico e mental, que precisa ser avaliado clinicamente e medicado antes de começar um tratamento de longa duração. “Muita gente confunde. O município oferece leitos na Santa Casa de Misericórdia, mas a desintoxicação não é um tratamento para a dependência química, é uma internação breve e pontual,” explicou.

CONTINUANDO O TRATAMENTO

Depois de passar pelo período de recuperação nas clínicas, que pode variar de 3 a 9 meses,  essas pessoas são encaminhadas ao CAD – Centro de Apoio ao Dependente Químico. O mesmo acontece também com quem passa pela desintoxicação, incentivado a procurar o atendimento assim que recebe alta. Lá, uma equipe formada por profissionais treinados oferece aos interessados acompanhamento médico e psicológico. Mais informações estão à disposição pelo telefone 3690-3059. O CAD funciona na rua Bias Fortes, 130, Centro.

2 Comentários

  1. Egidevaldo Gomes Brito disse:

    Para se adequar às normas legais, é preciso cumprir as diretrizes da Resolução – RDC nª 29, de 30 de junho de 2011. Montar uma equipe multidisciplinar/profissional, visto que, toda pessoa com transtornos decorrentes do uso, uso nocivo e dependentes de substância psicoativas é considerado atualmente, como um problema de saúde pública, que necessita de uma série de intervenções, desde familiar, até uma possível abordagem em casos de recaida, pós desligamento da Comunidade Terapêutica.

  2. Daniela Romero disse:

    Por favor qual o telefone p contato?

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