Compra de materiais escolares tem sido feita de maneira consciente, afirma empresário do ramo
ter, 31 de janeiro de 2017 05:00por Mel Soares
Fevereiro é o mês da volta às aulas, época em que o comércio de objetos escolares está em alta. Na tarde desta segunda-feira, 30, o Jornal Gazeta do Triângulo visitou alguns estabelecimentos comerciais para averiguar o cenário de vendas no município.
Grande parte dos gerentes se mostrou pessimista quanto ao aumento das vendas. Segundo eles, a crise financeira tem deixado os consumidores mais cautelosos na hora de escolher os produtos. No entanto, para o empresário Leandro Marques Barbosa, que prevê aumento de 20% nas vendas em relação ao ano passado, o diferencial é oferecer variedade de produtos, os quais podem ser comprados por todas as classes sociais.

Venda de produtos para serem utilizados a partir de fevereiro foi iniciada em dezembro
“Tenho mochilas para crianças de 49 a 499 reais e cadernos de 4 à 15 reais”, destacou.
Leandro disse que as vendas de materiais escolares começaram a aumentar ainda no mês de dezembro. Devido aos transtornos na economia o araguarino tem sido mais consciente, optando por pagamentos à vista ou parcelados em dois ou três meses.
“Dividimos em até 10 vezes no cartão, mas os clientes tem preferido a vista, mesmo por que oferecemos 10% de desconto”, afirmou.
Conforme revelou, estender o horário de atendimento está entre as estratégias para atrair a presença de clientes. A loja fica aberta de segunda à sexta-feira, sábado e nos dias próximos à volta as aulas, também no domingo.
Apesar de promoções e benefícios anunciados por comerciantes, Rivalda Fátima dos Santos, que atualmente reside em Cascalho Rico, faz questão de realizar pesquisa de preços. De acordo com a vendedora autônoma, os valores têm apresentado variações significativas, o que dificulta a compra em um único lugar. “Pesquisei até em supermercados e lojas consideradas com preços salgados. Está muito difícil este ano. A diferença de determinados objetos como caixas de lápis de cor que chegam a custar cinco reais a mais de um lugar para o outro”, argumentou.
A filha de Rivalda, que vai para o 6° ano, acompanhou a mãe durante as compras e durante alguns minutos tentou convencê-la a adquirir uma mochila nova. “Comprei no ano passado uma mochila para ela e ainda está novinha, não tem necessidade. Precisamos evitar compras desnecessárias”, concluiu.
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