Comerciantes estão confiantes para as vendas de materiais escolares
qua, 10 de janeiro de 2018 05:24por Carolina Rodrigues
A um mês da volta às aulas, os pais e responsáveis buscam melhores preços para os objetos necessários no decorrer do período letivo
Dormir, assistir filmes, sair com os amigos e descansar. Essa é a rotina de Laura de Oliveira desde dezembro do ano passado e, com certeza, é a de vários outros estudantes. É neste mesmo período que os pais começam a planejar mais um gasto previsto nesta época do ano: os materiais escolares.
Fabíola de Oliveira, mãe da Laura, sempre faz pesquisa em vários estabelecimentos para comparar os preços. “Gosto de consultar logo no começo do ano para dar tempo de olhar em várias lojas. Somente depois eu compro e, claro, sempre peço desconto antes de levar”.

Procon alerta sobre itens proibidos em listas de material escolar
O comércio também se prepara visando atrair o público e alavancar as vendas. De forma geral, as expectativas são positivas. De acordo com Matheus Henrique Clemente, vendedor em uma loja de utilidades em geral, as perspectivas de vendas para este ano são superiores às de 2017.
Neste período do ano, a loja reforça o estoque de produtos escolares e as campanhas para despertar o interesse dos consumidores. “Ano passado, as vendas foram muito boas, mas, esse ano, esperamos um retorno 50% maior. Estamos preparando a campanha de volta às aulas e, a partir da semana que vem, divulgaremos nossas ofertas”, afirma.
Desta forma, os comerciantes buscam várias alternativas para conquistar os clientes, seja pelo preço, variedade e personalização de produtos. Mas, para quem está buscando o menor custo, o Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) dá algumas dicas: reaproveitar itens do ano anterior; fazer pesquisa de preços; comparar o preço entre marcas diferentes; comprar aos poucos; e verificar as formas de pagamento.
Além disso, é preciso que os pais e responsáveis se atentem às listas de materiais exigidos pelas escolas. De acordo com informações do Procon regional, é proibido, pela Lei Federal nº 9.870/99, que as instituições de ensino obriguem a compra de materiais de uso coletivo, como papel ofício, papel higiênico, sabonete, álcool, entre outros produtos de higiene e consumo geral. Também é proibido que se estabeleça a marca do produto ou estabelecimentos específicos para compra.
Enfim, o retorno às aulas é apenas em fevereiro; enquanto isso, a mãe corre atrás dos melhores preços e Laura aproveita para tirar o atraso de todas as séries que deixou de assistir no período das aulas.
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