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Comerciantes da avenida Tiradentes solicitam providências quanto à mendicância

sáb, 27 de maio de 2017 05:33

Da Redação

Secretaria de Ação Social está firmando parcerias para minimizar a situação no município

Os comerciantes da avenida Tiradentes têm solicitado providências quanto à mendicância no local. Segundo informações de proprietários de estabelecimentos, alguns pedintes chegam a ser agressivos com os clientes. A secretária de Trabalho e Ação Social, Eunice Mendes, informou que a pasta está firmando parcerias para minimizar a situação no município.

Durante as rondas, equipe oferece oportunidades de mudanças aos moradores de rua

Durante as rondas, equipe oferece oportunidades de mudanças aos moradores de rua

 

A reportagem do Gazeta do Triângulo entrou em contato com os proprietários de alguns estabelecimentos. Muitos têm recebido reclamações de clientes e ressaltaram que a situação está excessiva. Outros comerciantes relataram que alguns pedintes chegam a ofender os transeuntes que não dão dinheiro.

Alguns proprietários de estabelecimentos afirmam ter entrado em contato com a Polícia Militar e a secretaria de Trabalho e Ação Social, porém, a mendicância no local continua. A principal solicitação dos proprietários é que o poder público adote uma política para resolver a situação.

De acordo com a secretária de Ação Social, Eunice Mendes, servidores da pasta e da secretaria de Saúde participaram, nessa quinta-feira, 25, de um curso chamado “Nós na Rua”, oferecido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A secretária comenta que as assistentes sociais realizam rondas no município, buscando encaminhar essas pessoas para locais de tratamento. “Em Araguari, nós temos uma parceria com a Casa de Davi e também existe o albergue, mas muitos se recusam a permanecer nesses locais. Queremos tirar essas pessoas das ruas e oferecer novas oportunidades”.

Os moradores de rua que tem interesse em permanecer nas casas de recuperação, recebem um tratamento de seis meses. “É um trabalho que ajuda a melhorar a autoestima dessas pessoas e até mesmo a retomar o contato com a família, mas, infelizmente, muitos não demonstram interesse”.

A secretaria de Ação Social também está realizando uma parceria com a Universidade Aberta Integrada (Uaitec) e com o Serviço Social da Indústria (Sesi) de Minas Gerais, com o intuito de oferecer profissionalização aos moradores de rua que desejam se recuperar. “Ainda iremos agendar uma reunião com a Polícia Militar, pois há um interesse por parte da secretaria de Saúde em montar um gabinete móvel, que ofereça assistência psicológica a essas pessoas”.

Segundo a secretária, a situação ocorre não apenas na região central, mas em vários bairros do município. “Participei de várias rondas em diferentes locais e muitos não aceitam ajuda. Alguns são usuários de drogas ou possuem doenças, como hepatite, então precisamos fazer mais do que oferecer alimento e um local para dormir. Também temos procurado as famílias dessas pessoas para descobrir os motivos pelos quais elas deixaram suas residências para viverem na rua”.

A secretária explica, ainda, que os órgãos só podem interferir caso o morador de rua cometa uma ação criminal. “A pessoa tem o direito de ficar na rua. A mendicância não é crime, mas aumentamos o número de assistentes sociais e continuaremos a realização de rondas, para encaminhar aqueles que desejarem para a recuperação. Ainda estamos fortalecendo nossas parcerias e buscando soluções para minimizar essa situação”.

1 Comentário

  1. Anônimo disse:

    Melhor é não dar dinheiro de espécie alguma, porque na maioria das vezes é pra comprar drogas ou para beber. Eles jogam marmitex inteira fora. Tem gente até de Uberlândia que vem pedir aqui. Tem um que é dono de umas três casas lá. De vez em quando aparece casos de andarilhos que atacam pessoas, principalmente mulheres.
    Algum tempo atrás eles ficavam dentro das praças e xingavam as pessoas que passavam longe deles.

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