Começar do Zero
qui, 16 de janeiro de 2014 00:00
Alô amigos, depois de um atribulado fim de ano na vida pessoal, começo novamente a escrever a coluna de forma mais regular, assim como a Fórmula 1 também começa o ano praticamente do zero, com profundas alterações do regulamento, dos quais vamos pontuar as mais importantes.
Na parte aerodinâmica os narizes estão mais baixos, as entradas de ar laterais estão maiores em virtude dos novos motores turbo comprimidos que usam mais ar, apenas um tubo de escapamento, e a asa traseira contém dois novos pontos de apoio.
Os motores serão v6 turbo comprimidos com 1,6 litros que poderão produzir até 600 hp (cavalos vapor) e usarão um novo sistema de recuperação de energia (ERS) que substituirá o sistema cinético de energia usado até a última temporada (KERS). A diferença entre os dois sistemas é que o novo recuperará não só a energia cinética como acontece hoje, mas através de uma turbina em um motor elétrico (acho que seria um alternador, mas vá lá), segundo Andy Cowell, chefe de motores da Mercedes. Apenas três equipes irão fornecer os novos sistemas: Ferrari, Renault e Mercedes.
Ainda segundo Cowell isso significará um ganho de 2 segundos por volta, graças a baterias 10 vezes mais potentes do que as utilizadas pelo KERS, permitindo um aumento de potencia por até 33 segundos.
Outra alteração importante diz respeito ao número de motores usados neste ano. Em 2103 eram oito e em 2014 serão cinco. Se os motores se mostrarem muito frágeis essa regra poderá ser alterada durante o campeonato, assim penso eu.
Com toda essa alteração, o impacto causado nos carros da temporada de 2104 será muito significativo, pois na Fórmula 1 o carro é construído a partir do motor, o que implica mudanças na hidráulica, parte elétrica, obviamente na aerodinâmica que deve seguir as regras determinadas pela FIA, mas atendendo os requisitos de refrigeração e necessidades de ar para o turbo-compressor.
Segundo Alain Prost “a partir de 2014, traremos à tona motores que restabelecerão o equilíbrio na Fórmula 1. O motor é o coração do carro. A partir do ano que vem, ele retorna ao coração de nosso esporte”. Prost pode ser o eterno segundo melhor piloto da F1, mas ele sabe o que diz, e realmente o que anda faltando na Fórmula 1 atual é o coração, seja ele de carros, pilotos, dirigentes e torcedores, mas é o que falta, e se voltarmos a ter esse coração nos carros, os outros com certeza aparecerão.
Até a semana que vem…
* Advogado, fã da Fórmula 1 desde 1970, e apaixonado pela Ferrari
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