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Combustível: promotor sugere “boicote” dos consumidores em Araguari

ter, 24 de março de 2015 00:28
Promotor de Justiça Valter Shigueo Moryama. Foto: Arquivo

Promotor de Justiça Valter Shigueo Moryama. Foto: Arquivo

DA REDAÇÃO – Mais uma vez, a comparação dos valores dos combustíveis praticados em Uberlândia volta a ser discutida em relação ao cobrado em Araguari. Diante desse tema, a reportagem da Gazeta do Triângulo entrou em contato com o promotor de Justiça, Valter Shigueo Moryama, que em 2014, entrou com uma ação Civil pública contra 26 postos de combustíveis de Araguari, por suposta prática de formação de cartel.

Sobre a atual situação, o magistrado lembrou que o consumidor araguarino tem um papel importante em relação a preços que não condizem com outras praças. Shigueo comentou que seria o momento de o consumidor promover uma espécie de boicote pacífico, abastecendo valores irrisórios e solicitando sempre, o documento fiscal como ocorre em outras cidades e que geram resultados.

Em Uberlândia, é possível encontrar gasolina à R$ 3,09 o litro, e R$ 2,19 o litro. Enquanto em Araguari, os preços para gasolina variam até R$ 3,50 o litro e R$ 2,30 para o Etanol. Sobre a Ação Civil Pública de sua autoria em 2014 contra 26 postos de combustíveis da cidade, o promotor Valter Shigueo Moryama disse que aguarda a decisão final da Justiça. Na ocasião Shigueo apontou suposta formação de cartel no município e solicitou que os comerciantes cobrassem preços condizentes.

“Nós não conseguimos comprovar a existência de um cartel, mas ficou demonstrado pelas pesquisas de preço feitas desde 2011 até a data atual, que há um alinhamento de preço por setores nos postos de gasolina da cidade com isso lesando o bolso do consumidor”, declarou o promotor após acionar a justiça em 2014. Lembrando que, caso a Justiça acate o pedido, que deve ser analisado em 48 horas, a multa será de R$ 1 mil por dia para quem descumprir a determinação. Valter disse à reportagem que os comerciantes entraram com defesa em Belo Horizonte contra a ação.

3 Comentários

  1. Balduino disse:

    Vale lembrar que o D. Promotor não é magistrado.

  2. Paulo Leonardo disse:

    Qual seria esse valor irrisório a ser abastecido para que a ação fosse realizada amparada judicialmente?

  3. Mariana disse:

    Bem que o povo poderia ser mais unido, não só no tocante à gasolina, mas a tantos outros impostos.

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