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Coluna: Furando a Bolha (10/02)

sex, 10 de fevereiro de 2023 08:07

Segunda temporada de Furando a Bolha

 

Depois de um recesso ao final da primeira temporada da coluna Furando a Bolha, estamos de volta ao jornal Gazeta do Triângulo para comentarmos os assuntos mais relevantes, principalmente ao que se atine à seara jurídica e pautas quentes, e precisam de um olhar mais apurado e responsável.

Quantos fatos, meus caros, aconteceram neste período? Diria que até mesmo surreais. Tivemos uma eleição, uma copa, um ataque terrorista no Brasil. Este sendo liderado pela Dona Fátima de Tubarão, patriota condenada por tráfico de drogas, mas que queria moralizar o Brasil depredando o patrimônio público e cometendo uma avalanche de crimes. Na minha visão, mais uma idosa sugada por esse vírus terrível que assola o Brasil, de fanatismo camuflado de patriotismo.

O Brasil precisa voltar à sua normalidade, pois está em um caminho nefasto há anos. De desrespeito ao outro, de imposição da verdade, de intolerância. Quantos crimes bárbaros aconteceram no ano passado por motivo político? Coisas que antes não tínhamos aqui, mas está sendo importado por uma extrema direita excrescente e ressoando em nossa população.

O compromisso com a técnica, com a verdade real e com os fatos sempre será o norte desta coluna, como sempre foram.

Na primeira temporada, abordamos diversos assuntos do momento. A grande maioria refutando fake news, como fraudes na urna eletrônica de votação, ou sobre vacinas contra covid-19 não funcionarem, entre tantas outras.

Quantos negaram a vacina há algum tempo? Fizeram isso porque suas fontes de informações talvez não fossem as mais adequadas, deixaram de ouvir um epidemiologista sério para acreditar em falsas notícias espalhadas pela tia-avó no “zap”. E hoje, quantos, depois da realidade de milhares de mortes na pandemia, que ainda mostra suas caras, mudaram de opinião?

Não importa, meu caro leitor, se você é um pós-doutor em qualquer área do conhecimento ou que tenha o ensino básico: os algoritmos não escolhem classe social, nível de escolaridade ou raça. São democráticos, pois nos alienam de forma igual.

Como perceberemos, esse caminho é uma armadilha. Costumo citar o livro A República, de Platão, excerto em que ele fazia a diferenciação entre Doxa e Episteme. Aquela seria a opinião subjetiva, sem base técnica, dependente das aparências, portanto não confiável. Já a episteme seria o conhecimento fundado na objetividade, com base científica, dados inorgânicos, e argumentos sólidos e profundos. Será esse o iter que eu manterei aqui na segunda temporada.

Sendo assim, é um prazer estar de volta a esse jornal que sempre me acolheu e me incentivou nesta jornada. Estaremos firmes e fortes para demolir as fakes news e furar as bolhas, como sempre fizemos, e assim será feito.

 

 

 

 

Leandro Alves de Melo, bacharel em Direito pela UFU, advogado, colunista, é sócio proprietário dos escritórios Alves & Barbosa Advocacia MG e GO, pós-graduado em gestão de pessoas INESP/SP (2018-2020), especialista em Direito Previdenciário pelo IEPREV/BH (2020 a 2022), pós-graduado em Direito Constitucional pelo Instituto de Direito Público de Brasília (2019-2022), é Master Trainer em Programação Neurolinguística pelo instituto ADEX de SP (2012-2015).

2 Comentários

  1. Tânia M A disse:

    Parabéns pelo retorno, parabéns pelo excelente trabalho de conscientização que vem realizando através de seus textos esclarecedores,didaticos e coerentes.

  2. Rosmar de Souza disse:

    Dr. Leandro fez falta.

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