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Coluna: Direito e Justiça (31/08)

qui, 31 de agosto de 2023 09:23

Direito e Justiça:

 

Pinga – fogo:

 

– Não tenha medo de arriscar: se der certo, você vence; se der errado, você aprende.

– Jamais humilhe alguém, pois além de você não ser melhor do que ninguém,  você nunca sabe como será o dia de amanhã.

– Meu caro, leitor, passou da hora de você entender uma coisa de uma vez por todas: dessa vida você só leva uma muda de roupa usada, por vezes puída, e nem é você que escolhe. Sequer lhe põem as meias e tampouco lhe calçam os sapatos. Eu fui testemunha ocular disso que agoradigo…!

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Como posso confiar em alguém?

Ouvi por aí o seguinte diálogo:

– Como faço para saber se posso confiar em alguém?

– Se latir ou miar, é 100% confiável.

Também já ouvi dizerem o seguinte:

– Alimente um cão por 3 dias, e ele lembrará de você por 30 anos (ou pelo resto da via). Alimente um humano por 30 anos, e ele esquecerá você em 3 dias.

P. S.: Entenda como você quiser e achar que pode ou deve.

 

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De pai para filho:

De um pai das antigas para o seu filho de hoje:

O pai: – Filho, se você for honesto, guerreiro, patriota, e dedicar sua vida ao seu país, lutar por justiça e pela ascensão social dos mais humildes e pobres, um dia você poderá…

O filho: – Ser preso. …  ! ?

P. S.: Pois é, hoje já não existe a mínima segurança jurídica, nem a garantia do devido processo legal, nem sempre teremos o duplo grau de jurisdição, nem privacidade nas redes sociais, etc., etc. Entenda tambémcomo você quiser e achar que pode ou deve.

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Novos tempos:

PROFESSORA: – Joãozinho, o que você vai querer ser quando crescer?

JOÃOZINHO: – Milionário, torrar dinheiro a rodo e ter uma quenga só pra mim.

Vou dar um cartão sem limite para ela gastar e um carro importado…

PROFESSORA: – Chega!!! Que coisa feira!!! Maria, você vai querer ser o quê?

MARIA: – Eu ia dizer médica, mas agora quero ser a quenga do Joãozinho…

P. S.: Tempos novos. Tempos tristes. Tempos nebulosos. Tempos imprevisíveis. Num país como este, onde técnico de futebol é “professor”, onde professor (a) é tio (a), onde até os semianalfabetos são chamados de “doutor”, o que é que se podia esperar do Joãozinho e da Maria? Onde se busca emplacar a ideologia de gênero, o tratamento infame do “todes”, onde não se pode mais ensinar que menino é menino e que menina é menina? Um país moralmente acusado em que a família não educa e a escola não ensina? Portanto, é uma piada, mas bem que poderia expressar a realidade vigente. Sem surpresa alguma…!

– Quenga ou kenga (no sentido vulgar e pejorativo): garota de programa, prostituta, mulher fácil, vagabunda. Exemplo do uso da palavra: os rapazes foram em um bar famosopor ter quengas oferecendo-se o tempo todo. Na verdade e originalmente, no nordeste, tem o significado de uma vasilha feita da metade de um coco (coco da baía) sem a polpa. Acabou virando sinônimo de prostituta, pois um coco sem a polpa seria como uma cabeça sem cérebro, uma pessoa desmiolada, como a quenga que caiu na prostituição.

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Dicas para quando for visitar um portador de Alzheimer:

– Não pergunte se ele o reconhece.

– Deixe-o contar as histórias por quantas vezes quiser.

– Não fale de notícias ruins ou que o possam deixar triste.

– Converse pausadamente e olhando nos olhos.

– Seja positivo; não leve seus problemas a ele.

P. S.: Além de ser uma demonstração inequívoca de boa educação e civilidade, será também uma forma de expressar amor, carinho e solidariedade para com o próximo. Assim como Jesus ensinou.

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​Boa Notícia:

 

​Dois homens na mesma janela:

​Um vê a lama; o outro, as estrelas.

• Frederick Langbridge​

​O grande golfista argentino Robert De Vincenzo,depois de receber o cheque do prêmio de um torneio e sorrir para as câmeras, foi guardar os tacos e se preparar para ir embora. Andando pelo estacionamento para pegar seu carro, foi abordado por uma jovem. Ela lhe deu os parabéns pela vitória e contou que seu filhinho estava gravemente doente, à beira da morte. Ela não sabia como iria pagar o médico e o hospital.

​De Vincenzo comoveu-se com a história, pegou a caneta e endossou o cheque para a mulher.

​– Dê alguns dias felizes à criança – ele disse –, pondo o cheque na mão da mulher.

​Uma semana depois, ele estava almoçando num clube e um membro da Associação dos Profissionais de Golfe, veio à sua mesa.

​– Os garotos do estacionamento me contaram que você deu o prêmio do torneio a uma mulher, na semana passada.

​– É verdade, disse De Vincenzo.

​– Bem, tenho más notícias para você – disse o outro. – Ela é uma vigarista. Não tem nenhum filho doente. Nem ao menos é casada. Ela lhe passou a perna, meu amigo.

​– Quer dizer que não tem uma criança morrendo?

​– Exatamente.

​– Esta é a melhor notícia da semana – disse DeVincenzo.

​​FONTE: ​ Você Não Está Só – Livro II.

​​​​Jack Canfield, Victor Hansen e Patty Hansen.

​​​​Ediouro – Págs. 153 / 154.

​Comentário pessoal:

​Muito bem! O apólogo é deveras interessante e muito instigador.

​Poderei comentá-lo sob dois aspectos: principais o primeiro, criticando a ingenuidade (ou até burrice absurda) do grande golfista, deixando-se enganar tão facilmente e, por isso, vindo a perder o fruto do seu merecido prêmio; o segundo, elogiando ou, pelo menos, reconhecendo a grandeza de sua alma, compadecendo-se de uma situação triste e comovente ainda que sem comprovação alguma e apenas baseando-se na palavra de uma desconhecida espertalhona.

​Se formos considerar apenas a maldade que grassa solta neste mundo materialista de hoje, De Vincenzo foi realmente um tolo, um ingênuo, um desavisado e tantos outros adjetivos similares que queiramos juntar a estes. Esforçou-se no torneio, ganhou o prêmio maior simplesmente para, em poucos segundos, abrir mão dele para uma pessoa mentirosa, uma escroque, uma mulher temerária e que não teve medo de causar consequências e infligir danos.

​Entretanto, se formos considerar o lado humano, utilizando adjetivos como bondade, caridade, solidariedade e também outros similares, teremos que reconhecer a grandeza da atitude inusitada, e aparentemente incompreensível, do golfista De Vincenzo. Sim, porque  o seu gesto autenticamente cristão e correspondeu plenamente às palavras, gestos, exemplos e atitudes de Jesus.  Não hesitou. Não pensou duas vezes. Desprendidamente, ele abriu mão  do seu prêmio, (do valor em dinheiro) tão somente por amor a uma criança, cuja mãe presumível afirmava estar à morte.

​– Dê alguns dias felizes à criança – disse ele à mãe – passando-lhe o cheque.

​– Quer dizer que não tem uma criança morrendo? – e disse mais — Esta é a melhor notícia da semana.

​Quem sabe a mulher, depois disso, possa cair em si e reconhecer a sua miséria moral e a grandeza imensa daquele a quem enganou? Quem sabe?

​Embora, esta estória seja uma ficção, não deixo de reconhecer que ainda existem pessoas assim. Abnegadas, Amorosas, Benfazejas. Caridosas, Desprendidas. Solidárias. Ainda que possam ser poucas, muito poucas, é verdade, elas redimem a Humanidade. Estão por toda parte, sacrificando-se pelos outros, pelo próximo e realizando ainda agora o que Jesus preconizou há 2000 anos. Sem literalidade bíblica:

​– Amar a Deus sobre todas as coisas continua a ser o mandamento primeiro e maior, mas eu vos dou outro mandamento: o de amar o próximo como a ti mesmo.

​Portanto, foi De Vincenzo quem lucrou no fim, como quer que seja, pois agiu conforme a sua própria natureza, amando o próximo como a si mesmo. Sendo gente!

​Se ele abriu mão daquele valor, certamente irá ganhar muitos outros prêmios tão ou mais valiosos, a mercê do seu valor. Como ser humano e esportista eméritos.

DIREITO E JUSTIÇA = 31.08.2023

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