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Coluna: Direito e Justiça (26/10)

qui, 26 de outubro de 2023 08:10

Direito e Justiça:
 Tanta água…! Pouco leite…! Nenhuma honestidade…!
Água no leite:
  Dois mineiros típicos, desses de um dos nossos tantos grotões, médios produtores de leite, resolveram, compadres e amigos que eram, conhecer o Rio de Janeiro, e, por lá, dar uma chegadinha a uma das tantas praias cariocas, pois nunca tinham visto o mar, e só sabiam que era muito, muito grande, por ouvir falar. Nada mais…!
  Já na praia, sem nenhuma coragem para cair na água, ambos estavam embasbacados, completamente mudos, apreciando aquele “marzão besta, sô”. Nunca tinham visto tanta água…!
  Depois de muito tempo, “o um” disse para “o outro”:
  Compadre, estive matutando numa coisa…
 O outro:    – No quê, compadre?
 O um: – Compadre, a gente que vende leite, tem época que a vacada seca, já pensou se esse marzão todo fosse feito de leite, o quanto a gente ia ganhar de dinheiro …?
 O outro: -Uai, já pensei, sim, compadre. Mas, tem um problemão…
 O um: – Qual problemão, compadre? O “trem” ia ser muito bom…
 O outro: – Eu sei, compadre. Mas, onde a gente vai arrumar tanta água para misturar no nosso leite…
Water in milk:
  Two typical miners, from one of our many grottos, medium milk producers, decided, buddies and friends that they were, to get to know Rio de Janeiro, and, there, to visitt one of the many beaches in Rio, as they had never seen the sea, and they only knew that it was very, very great to hear about. Just it…!
  Already on the beach, without any courage to fall into the water, both were stunned, completely mute, enjoying that “beast big sea, only”. They had never seen so much water…!
  After a long time, “the one” said to “the other”:
  Buddy, I’ve been thinking about something…
The other: – In what, buddy?
The one: – Buddy, people who sell milk, there are times when the cow dries up, have you ever wondered if this big sea were made of milk, how much money would we earn…?
The other: – Wow, I thought, yes, buddy. But, there’s a problem…
The one: – What’s the problem, buddy? The “train” was going to be very good….
The other: I know, buddy. But, where are we going to get so much water to mix in our milk…?
P. S.: – Meu dileto e preclaro amigo e sobrinho, professor Pedro Chagas Filho fez-me a gentileza de traduzir o texto do Português para o Inglês. E o fez de forma competente e precisa. Como sempre!
– Anteriormente, eu fiz um comentário, destacando as misturas que se faziam ao leite, quando haviam aquelas bucólicas carrocinhas. Pedaços de insetos, ratos mortos (é claro), porcarias variadas, sem falar na água, vinham junto. Porém, ninguém morreu por conta disso (ao que se sabia).
– Com o advento da modernidade (o leite em caixinha) a coisa mudou para pior. Mistura-se ainda e agora até com o emprego produtos tóxicos, como a soda cáustica. Como quer que seja, só quero deixar claro o seguinte: tanto antes quanto agora, misturar e enganar o consumidor é crime. Mas, também é desonestidade e safadeza. Se é que ligam para isso. Haja mar, haja água…!
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Coisas que tenho a dizer, senão engasgo:
1. Araguari tem muitas entradas e saídas. Elas são todas feias, mas tem…
2. O nosso trânsito é uma verdadeira arruaça. Mas, é só isso o que temos…
3. As periferias descaracterizaram a cidade. Que se dane o Plano Diretor…
4. A rodoviária nunca deveria ter sido lá. Perdemos toda a influência regional…
5. O mercado recebeu um toque de batom. Mas, continua a ser o que sempre foi…
6. Abre aqui, esburaca ali, não conserta, não repõe ao que era. É a velha SAE…
7. A cidade envelheceu precocemente. E, com ela, os nossos “políticos”…
8. As casas velhas caem sozinhas ou são postas no chão. E, sem qualquer critério…
9. A av. Tiradentes tinha casarões históricos, e perdeu todos. Que baita ironia…
10. Podem falar, mas se não fosse a Medicina, Araguari já era. Agora tem o HUSF…
11. Mal se elegem e já pensam na próxima eleição. Tudo isso é muito ridículo…
12. Já tenho os meus candidatos nos quais votar. Não percam tempo comigo…
13. Mandato coletivo: se existe, ignoro. Mas, se existe, a política esculhambou-se…
14. Câmeras só na periferia? Por quê? Não cabe ao MP permitir ou não permitir…
15. Candidaturas antigas e viciadas: é pena que a memória do povo é mesmo curta…
16. Eu me lembro de todos os nomes de prefeitos em quem já votei. Desde 1988…
17. Gozado! Não consigo recordar de qualquer nome de vereador em quem  votei…
18. Não mesmo! Talvez porque eles têm sido tão irrelevantes que não vale a pena…
19. Direita, centro, esquerda, tudo isso é bobagem O que vale é o interesse pessoal…
20. Ou seja: o meu vem primeiro, pois o pirão é pouco para repartir. Todos iguais…
21. Não sou de me arrepender do que fiz.. Todavia, hoje não perderia tanto tempo…
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O preço da burrice (política) deve ser o ostracismo…
• Eis um artigo que já tem de 10 a 15 anos. Ou mais…
• Os tempos são outros, aliás, bem piores e por isso repito…
• Vivemos uma “democracia relativa”, muito relativa mesmo…
• O que não mudou é o fato de que é o Brasil o que menos importa…
  Ostracismo: Substantivo masculino. História: na antiga Grécia, desterro político, que não importava ignomínia, desonra, nem confiscação de bens, a que se condenava, por período de dez anos, o cidadão ateniense que, por sua grande influência nos negócios públicos e por seu distinto merecimento ou serviços, se receava que quisesse atentar contra a liberdade pública. Por extensão: exclusão de cargo público ou político.
Então, ostracismo, na antiga Grécia, era o afastamento compulsório e temporário (por dez anos) que os cidadãos de Atenas, reunidos em praça pública, impunham a pessoas (principalmente agentes públicos) indesejáveis por um ou outro motivo.
Etimológica e historicamente, a palavra advém mesmo de “ostra”, molusco marinho produtor das pérolas, cujas conchas eram usadas para representar os votos, contra ou a favor do banimento, postos em cestas, cestos, balaios, bacias, baldes ou qualquer outro recipiente considerado adequado e confiável, VISTO QUE AS DECANTADAS E INVIOLÁVEIS URNAS ELETRÔNICAS BRASILEIRAS AINDA NÃO TINHAM SIDO INVENTADAS…
Destarte, o ostracismo consistia em um desterro político, que não importava ignomínia, desonra nem confiscação de bens, mas direcionava-se e atingia cidadãos proeminentes e de grande influência nos negócios públicos daquela cidade-estado (boa ou má) e dos quais se receava que quisessem atentar contra a liberdade democrática (em termos, porque os cidadãos atenienses livres e politicamente ativos eram uma minoria absoluta). HOJE, O ELEITORADO É ESCLARECIDO E ALTIVO!
Creio — em face do que temos visto nestes últimos anos — que o INSTITUTO DO OSTRACISMO deveria ser atualizado e reinstalado aqui no Brasil, com rigor e eficiência, dotado mesmo de um enérgico caráter punitivo, englobando prisão, banimento da vida pública, confiscação de bens advindos de corrupção, e, nos casos mais graves e degradantes, DO CARÁTER DE DESONRA E IGNOMÍNIA.
Somente assim será possível frear esses bandidos de casaca, conter esses   larápios que infestam todos os cantos e recantos do país e que posam de “mocinhos”, mas que assaltam a coisa pública, fazendo dela sua propriedade particular, sendo que alguns nem mesmo respeitam a vida dos doentes e das crianças, quando surrupiam dinheiro direcionado para a saúde e para a merenda escolar, e eu poderia dizer muito mais… Muito mais!
• Rogério Fernal .`.
OAB/MG 24.640;
CIM GOB 186.618.
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2 Comentários

  1. ELIANE disse:

    Esse país não vai para frente porque as pessoas são apaixonadas por siglas políticas, sempre foi assim até no passado eles faziam músicas e marchinhas de carnaval para os políticos. As cidades brasileiras em geral elas são feias, eu tenho costume de passear pelo Google satélite e só se vê periferias feias e é cada lugar feio, eu acho que só salva Gramado no Sul. Eu vejo cidades cheias de morros, com calçadas minúsculas, as casas quase no meio da rua Araguari ainda tem umas calçadas largas as casas bem alinhadas, Araguari tem muita casa bonita, pena que tem muitos terrenos de pessoas ricas que compram e não fazem nada e essa destruição de casas antigas é no Brasil inteiro, Brasil é um país desmemoriado. e os donos não tem amor ao imóvel antigo, em São Paulo acabaram com as casas da Avenida Paulista. O certo seria construir em outros locais ao invés de demolir o antigo, aqui em Araguari só serve o miolinho da Rui Barbosa e da Tiradentes.

  2. ELIANE disse:

    Deveriam basear nas construções Norte americanas, lá é lei reservas florestais perto dos bairros, as cidades lá são bem mais bonitas, amplas e eles conservam o antigo, lá não tem tanta especulação como aqui. Quanto a política as pessoas colocam e não cobram nada e não ficam a par dos acontecimentos para eles é só para ver o fulano lá no poder, pouco importa o crescimento do país, também esperar o que de um povo que não gosta de ler, não gosta de estudar, não querem trabalhar, isso é coisa da colonização, se não fossem os imigrantes que se estabeleceram aqui fundando indústrias, criando marcas agente vê pelos sobrenomes suecos, italianos, alemães esse país seria mais atrasado ainda.

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