Coluna: Cantinho do Mário (21/05)
sáb, 21 de maio de 2022 10:50CANTINHO DO MÁRIO
SEM ASSUNTO
Liguei o computador, esfreguei as mãos, estava frio, busquei pela inspiração e nada. Tomei um gole de café quentinho acompanhado de um pedaço de bolo “Formigueiro”, enquanto deliciava fiquei parado no tempo. O que escrever? Está tudo certo. A Rússia e a Ucrânia cessaram as hostilidades, o Wladimir Putin e o Volodymyr Zelensky fizeram as pazes, finalmente acharam um denominador comum, se abraçaram pediram desculpas publicamente, a Rússia se comprometeu a cobrir os prejuízos causados pela insanidade. O desmatamento da Amazonia foi contido, vimos pessoas fazendo mea-culpa ao vivo, se compromissando em iniciar imediatamente o reflorestamento de toda área que prejudicaram. Notícias alvissareiras de Brasília nos informavam que os Três Poderes imbuídos dentro do maior espirito patriótico se uniram em favor do progresso do Brasil, e que a prioridade era dar ao povo, emprego, saúde e educação. Adversários políticos se confraternizavam e lamentavam sinceramente o passado, quando por mesquinharias transitórias prejudicaram o povo com conveniências, orgulho e egoísmo. A ONU propôs a unificação monetária no planeta, estavam criando uma moeda única que seria denominada Hope, as bolsas de valores seriam humanizadas, o lucro e a ganancia desenfreada, finalmente encontraram seu término. Alguém propôs que todas industrias bélicas fossem desativadas, armas nucleares desmontadas, a guerra seria vista pelo retrovisor. Os grandes produtores em todos os setores concordaram em dividir os excessos na produção de alimentos com os países mais pobres, a fome e a miséria por fim seriam contidas. Cadeias e penitenciárias seriam transformados em centros de recuperação, para que aqueles que passassem por ali saíssem transformados para o bem. Os juros bancários nunca caíram em um nível tão baixo. Havia um projeto arrojado de se abolirem as fronteiras a curto prazo. Acabaram todas a as jaulas e gaiolas, a bicharada foi toda solta. A saúde em todas as áreas se transformou sem burocracia, todos eram atendidos, não havia filas. Isso alavancou o progresso científico, as empresas faziam parcerias, nunca se viu tamanho desenvolvimento. Meu cachorro latiu lá no quintal, talvez correndo atrás de algum gato e eu acordei. O sonho ainda estava fresco em minha cabeça. Levantei fui ao supermercado para comprar pão, ao chegar à esquina um motoqueiro virou invadindo minha faixa, mesmo errado, me olhou com cara feia em vez de pedir desculpas. Fiz minhas compras cheguei ao caixa, uma baita fila me esperava, uma senhora procurava moedas no fundo de uma enorme bolsa, as pessoas reclamavam, ela se virou para nós fez um muxoxo, achei que ia nos dar uma banana, enquanto isso o serviço de som local tocava a aquela música ‘Imagine’ do John Lennon. Pois é.
MÁRIO FERREIRA.:
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