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Coluna: Cantinho do Mário (05/02)

sáb, 5 de fevereiro de 2022 08:08

CANTINHO DO MÁRIO

A QUIMERA DO PODER.

Existem poucas pessoas sobre a face da Terra que não são seduzidas pelas coisas materiais. A grande maioria se deixa levar pela onda da ilusão, como uma manada em busca de pastos mais verdes, apenas pelo instinto, sem usar a razão. Individualmente, as pessoas possuem livre arbítrio, mas, cegos pelo brilho da quimera, elas se entregam às tentações, com a ilusão de serem felizes, nem que um minuto de felicidade custe um ano de lágrimas. Quem nos olha de cima pode pensar: “Bem triste humanidade é essa”. Outros consideram a vida um jogo e tentam tirar dela tudo que desejam, se possível sem fazer força, sem suor, usando de todos os meios lícitos e ilícitos. Para eles, os riscos valem a pena, mas quando são pegos esperneiam, gritam em altos brados que é uma injustiça. São hipócritas ou escravos das aparências? Para alguns o poder é viciante, mesmo que não saibam o que fazer com ele, e para outros interessa os benefícios que decorrem dele. A ilusão do poder temporário empolga, traz nossos piores instintos à tona, faz com que homens honrados, ocupando altos cargos, vacilem em suas atribuições. A afirmação “Os fins justificam os meios” é uma frase proferida pelo poeta romano Ovídio, em sua obra Heroides, e é uma desculpa esfarrapada para dar vazão para nossas tendências. Dizem os investigadores da evolução humana que no princípio o homem primitivo tinha sensações e, evoluiu um pouco, aprendeu a sentir as emoções, e deverá chegar ao apogeu da evolução quando adquirir sentimentos. Mas está tudo de ponta cabeça. O sentimento não passa nem longe das verdadeiras intenções e qualidades daqueles que detém o poder. Assim, um homem pode ser um ministro, um senador, um deputado, militar do alto escalão e outros, que estarão sujeitos às vicissitudes da vida. Ficam as perguntas: Será que a oportunidade faz o desonesto? O homem é produto do meio? Será que somos autômatos? Uma coisa que me chamou a atenção enquanto lia o Novo Testamento era a vivacidade e a malícia dos fariseus, dos doutores da Lei ao tempo de Nosso Senhor Jesus Cristo, como eram ladinos. Quantas armadilhas urdiram para fazer perder o Mestre. Quando vemos as atitudes de certas pessoas, que não ficam nem com a cara vermelha, ou se escudam atrás de seus cargos na certeza da impunidade, nos sentimos impotentes. Será isso uma cultura? Doença? Falta de vergonha? Omissão de nossa parte? Então, chegamos à lamentável conclusão de que aqueles fariseus reencarnaram e estão aqui entre nós, e que a história sempre se repete. Por que existem países mais adiantados que o nosso, com pessoas mais sérias? Um dia chegaremos lá? Será que foi o sofrimento que os levou àquele padrão? Estamos atravessando uma era de transição planetária? A Terra deverá subir na hierarquia dos mundos habitados, assim o orbe está sendo preparado para o advento, e não se trata de apocalipse, fim do mundo, mas de transformação moral dos habitantes, e aqui estão alguns sinais: os cientistas estão chamando a atenção para a expansão do núcleo da Terra, muitos terremotos, as reservas naturais de gás e petróleo poderão se evaporar, tsunamis acontecerão, um exemplo disso é a erupção que ocorreu no vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, em Tonga, no dia 14 de janeiro de 2022, uma das mais violentas de que se tem notícia. Pandemias, fome, ameaça de guerras, etc. Haverá a separação do joio do trigo. Os negacionistas poderão dizer que isso sempre aconteceu, e eu digo, não com essa intensidade. O poder temporal nada significa frente à felicidade do espírito, é a hora da escolha, o momento de tirar a trave do olho, depois, será o chorar e ranger de dentes. Ouça quem tem ouvidos de ouvir e olhos de ver. O tempo está curto.

MÁRIO FERREIRA:.

 

 

1 Comentário

  1. Zeca du Boi disse:

    Cadê os parágrafos, Mário???

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