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Casos de dengue podem aumentar em Araguari, alerta secretaria de Saúde

ter, 10 de dezembro de 2013 00:44

DA REDAÇÃO (com assessoria) – Mesmo com o resultado positivo alcançado no último Levantamento do Índice Rápido Aedes aegypti (LIRAa), com média de 0,8% (abaixo de 1%, mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde), Araguari não pode respirar aliviada. A secretaria de Saúde alerta à população para um aumento de criadouros encontrados pelos agentes de endemias e para o risco de epidemia no estado de Minas Gerais em 2014.

Ações de combate ao mosquito foram desencadeadas através dos mutirões de limpeza em novembro e dezembro, começando pelos bairros que apresentaram maior índice de infestação no LIRAa.  A uma delas ocorreu dia 7, nos bairros Maria Eugênia e Brasília. “Em alguns locais o problema se repete. Retiramos dois caminhões de criadouros somente em um quintal. Num mesmo quarteirão foram registrados casos de dengue nesse e no ano passado,” aponta Wellington Colenghi, coordenador do Controle de Dengue.

Épocas de chuvas intercaladas com sol e calor e recipientes que acumulam água são a combinação ideal para a reprodução do Aedes aegypti.  Além disso, Lucélia Rodrigues, secretária de Saúde, avalia que o mosquito está mais resistente. “O inseticida utilizado no ano passado pelos ‘fumacês’, por exemplo, pode não ser mais eficiente esse ano,” expõe.

Epidemias costumam ocorrer a cada cinco anos. Este é o tempo que leva para um novo tipo de vírus começar a atingir a população. “Atualmente o tipo 4 corresponde a maioria dos casos, pois parte da população não está imune. Depois esse quadro vai mudando, pessoas nascem sem imunidade e ficam suscetíveis quando ele volta,” explicou.

O último mutirão está marcado para o próximo sábado, 14, nos bairros Brasília, Aeroporto, Fátima e Novo Horizonte. No entanto, sem a colaboração dos moradores, o trabalho dos agentes não tem efeito. “O proprietário precisa se conscientizar mantendo o seu imóvel limpo. Fazemos 50% e se a população não fizer os seus 50%, estamos numa luta perdida,” concluiu o coordenador.

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