CANTINHO DO MÁRIO – 20 de Setembro
sáb, 20 de setembro de 2025 08:00
A SEMEADURA E A COLHEITA
Por que nos queixamos das calamidades que amontoamos sobre nossas próprias cabeças? Não faltam conselhos ou ensinamentos; Jesus, ao passar por aqui e demonstrar seu amor pelas criaturas, nos alertou sobre a semeadura. Vivemos um momento em que escândalos de todos os matizes reverberam ao nosso redor, e as pessoas parecem valorizar cada vez menos a divina moral do Cristo, enquanto a taça da iniquidade transborda por todos os lados. Um misto de mal-estar e desesperança está no ar, conduzindo muitos a perderem a fé na justiça, nos homens, e até mesmo a se tornarem ateus. Temos memória curta, e as coisas materiais tomaram um lugar de destaque em nossos corações; a cada dia, nossa mente só funciona na horizontal, tornando-nos incapazes de elevar a cabeça para o alto. Devido ao nosso orgulho, ainda não conseguimos nem respeitar nossos semelhantes, quem dirá amar! Países como Suíça e Suécia alcançaram um nível invejável de educação social. Muitos perguntam: eles já se amam? Claro que não, mas se respeitam e seguem as leis instituídas. Se nos respeitássemos, não precisaríamos de forças armadas, juízes, polícia, e não haveria políticos corruptos. O mundo seria quase um paraíso, as pessoas seriam mais respeitosas, as casas não teriam muros, e não nos esmagaríamos uns aos outros; guerras seriam apenas páginas de livros de história. Mas como podem a boa vontade, a compaixão e o altruísmo conviver com o orgulho? Precisamos mirar nossas armas no orgulho, esse devorador de sentimentos que arrasta misérias e sofrimentos, se não quisermos perpetuar seus infortúnios. Invertendo valores, o ouro tornou-se mais importante do que nossa felicidade e a do próximo, tornando-nos marionetes da cobiça. Nossas escolhas definem nossa sintonia, e enquanto vibrarmos em consonância com o mal, colheremos seus malefícios. Por que damos maior valor ao que brilha e encanta os olhos, mesmo sabendo que a colheita é inevitável? Nosso coração está tão refém da matéria que ficamos cegos. Se todos nós rejeitássemos a ilusão dourada, não seríamos escravos do orgulho e do egoísmo. Alguns, cheios de empáfia, dizem “Time is money”, como se essa fosse a única coisa que importa, permitindo que o desequilíbrio suplante o bom senso e a razão. Quanto sofrimento seria poupado se as pessoas não tentassem se elevar acima dos próprios irmãos! Hoje, a sociedade sofre as consequências de suas escolhas, e isso é, sem dúvida, decadência moral. Quando deixarmos este mundo, lamentaremos nossa insensatez e perceberemos que o maior foi aquele que se fez humilde. Caridade e humildade são o caminho para a felicidade, e quem acredita que a vida termina aqui terá uma grande decepção. Todo bem que fizeres receberás centuplicadamente no reino dos céus, como disse Jesus. Fazer o bem faz bem. Às vezes posso parecer repetitivo, mas o amor é composto de virtudes, e não há como falar de fraternidade, solidariedade e caridade sem mencionar o amor. João disse que Deus é amor, então… não adianta plantar chuchu e querer colher uvas.
Mário Ferreira da Silva Jr.:
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