Campanha Nacional contra Hanseníase é consolidada em Araguari
ter, 23 de setembro de 2014 00:09
Diagnósticos estão sendo realizados nas escolas por profissionais das unidades de saúde do município. Foto: Divulgação
DA REDAÇÃO (com assessoria) – Araguari é uma das cidades que aderiram a Campanha Nacional de Hanseníase, Geo-helmintíase e Tracoma, lançada em agosto deste ano pelo Ministério da Saúde. A ação é direcionada a estudantes de 5 a 14 anos, como estratégia de enfrentamento destas doenças consideradas negligenciadas pela sociedade e até mesmo pelos profissionais de saúde.
Para a secretária de Saúde Lucélia Aparecida Vieira Rodrigues, o objetivo é eliminar a hanseníase como problema de saúde pública (menos de um doente por 10 mil habitantes), acabar com o Tracoma como causa de cegueira e reduzir drasticamente a carga de Geo-helmintíase (verminose).
Segundo ela, a campanha está sendo realizada nas escolas por profissionais das unidades de saúde, onde foi proposta uma reunião com pais e professores explicando sobre os objetivos da campanha e o tratamento das doenças.
“Com relação à Hanseníase, os pais recebem uma ficha de autoimagem para buscarem nos filhos algum tipo de mancha no corpo. Esta ficha é devolvida na escola e os alunos que tiverem a ficha positiva para mancha serão avaliados por um profissional médico para descartar a doença ou, se for o caso, serem tratados para combate à verminose”, explicou Lucélia Rodrigues.
Quanto ao tracoma, os alunos menores de 10 anos são avaliados por profissionais que foram capacitados para realizar exame oftalmológico externo com lupa, buscando na pálpebra sinais sugestivos da doença.
“Se a avaliação for positiva os alunos e contatos domiciliares recebem o tratamento para tracoma, que é realizado em dose única do antibiótico Azitromicina. Na escola em Piracaíba dois alunos foram diagnosticados e realizam o tratamento,” relatou.
Segundo informações, o Tracoma é uma doença inflamatória crônica ocular que produz cicatrizes na membrana da pálpebra, causada por infecção provocada pela bactéria Clamidiatrachomatis. “As crianças menores de 10 anos são o principal reservatório desta bactéria”, destacou.
A secretária acrescenta que a campanha não é uma ação isolada. “Após a campanha os alunos diagnosticados continuarão em acompanhamento por três anos. Todos os resultados serão inseridos no sistema de informação do SUS (Sistema Único de Saúde) e encaminhados ao Ministério da Saúde”, afirma.
A campanha está direcionada para escolas que não participaram no ano passado. São elas: Centro Educacional Municipal Maria de Fátima Oliveira Morais, com a participação de 529 alunos; CEM – CAIC “Dr. Arcino Santos Laureano” (273 alunos); Escola Estadual Katy Belém, (498 alunos); CEM Ondina Moutinho Vieira, (120 alunos) e Escola Estadual Dona Eleonora Pierucceti, (628 alunos). No Distrito de Piracaíba, 70 alunos do CEM Ozório Vieira Carrijo também participam da campanha.
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