Campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite começa no dia 6 de agosto
qui, 26 de julho de 2018 05:59por Tatiana Oliveira
Por ser feriado municipal, UBS e UBSF aplicarão as vacinas no dia 7
A Campanha Nacional de Vacinação contra poliomielite e sarampo acontece entre os dias 6 a 31 de agosto. Na cidade, a imunização tem início no dia 7. “Dia 6 de agosto comemoramos o padroeiro da cidade, então, as Unidades Básicas de Saúde não funcionarão, mas começaremos os trabalhos no dia 7”, explica Maria Lúcia Hirono, coordenadora de Epidemiologia da secretaria de Saúde.
O público alvo da campanha são crianças entre 1 ano a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) e a meta é que 95% delas sejam atingidas pela cobertura vacinal. Em todo o país, o dia D acontece em 18 de agosto, mas a cidade terá mais um dia de mobilização, coloca Hirono. “Estamos planejando junto à Atenção Primária realizar em 11 de agosto, no Ambulatório Dr. Romes Nader, mais esse dia de mobilização.”

Com uma gotinha, crianças entre 1 ano a menos de 5 anos são imunizadas contra poliomielite
Para receber a vacina, os pais devem levar a criança acompanhada com o cartão de vacina, para que o histórico da vacinação seja verificado. A campanha acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde – UBS – e Unidades Básicas de Saúde Familiar – Ubsf – da cidade.
Para ampliar a cobertura vacinal, a idade da campanha difere um pouco da prevista no calendário de vacina da criança, explica Hirono. “A vacina contra poliomielite é em gotas e aplicada, dentro do calendário, a partir de 1 ano e 3 meses. No entanto, para ter uma margem de segurança com relação à prevenção da doença a campanha vai vacinar a partir de um ano de idade. Depois disso o segundo reforço é com 4 anos.” A imunização contra o sarampo acontece da mesma forma, na tríplice viral, que previne contra o sarampo, caxumba e rubéola.
Hirono ainda explica que deve ser feita busca ativa nos Centros Municipais de Educação Infantil e nas Creches. “Não podemos vacinar as crianças nas creches porque os pais não ficam com elas, mas faremos uma busca ativa, uma avaliação dos cartões, para orientar os responsáveis pelas creches com relação ao atraso das vacinas e durante esse mês de agosto, vamos resgatar e vacinar essas crianças.”
Movimento antivacina
Indagada pela Gazeta do Triângulo sobre campanhas antivacinação que estão circulando na internet, Hirono afirma que não compreende os motivos. “Não sei o motivo; entendo que o Brasil é um dos países, em termos, mais evoluídos em questão de vacinação para controlar essas doenças imunopreveníveis.” “Com as vacinas previne-se muitas doenças, inclusive se estão sendo aplicadas é mediante vários estudos científicos. É comprovado no Brasil que o esquema de vacinação nessa faixa etária tem realmente feito o controle das doenças imunopreveníveis.”
Hirono alerta, ainda, sofre o reforço da vacina. “Até pelo menos um ano as mães são muito atenciosas e preocupadas em levar a crianças para vacinar. Passando disso, não entendemos o motivo dessa resistência. Os reforços são essenciais para que a criança não seja comprometida por essas doenças”.
Surto de sarampo
O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira, 25, as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação do sarampo no país. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. No entanto, os surtos estão relacionados à importação. Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela. Até o dia 17 de julho, foram confirmados 519 casos de sarampo no Amazonas, 3.725 permanecem em investigação. O estado de Roraima confirmou 272 casos da doença e 106 continuam em investigação.
Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (1), Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Rondônia (1) e Pará (2). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário ao Estado. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados. “Nesses locais o ministério da Saúde enviou várias doses para imunização; esse é o motivo de acontecerem campanhas isoladas em alguns estados”, conta Hirono.
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