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Campanha de vacinação contra paralisia infantil acontecerá em setembro

qua, 13 de julho de 2016 05:29

Da Redação

A campanha de vacinação contra paralisia infantil também conhecida como poliomielite foi adiada. Assim, os pais ou responsáveis por crianças que estão na idade de tomar o reforço contra a doença, deverão aguardar pela mobilização nacional que acontece entre os dias 19 e 30 de setembro.

A mudança no calendário está relacionada aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. O evento esportivo ocorrerá entre os dias 5 e 23 de agosto e, segundo ressaltou Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, o evento poderia interferir na meta de vacinação.

A gotinha, ausente nos postos de saúde desde abril, passará a ser aplicada após a Olimpíada

A gotinha, ausente nos postos de saúde desde abril, passará a ser aplicada após a Olimpíada

 

“Para que possamos realmente ter uma mobilização do serviço de saúde e um grande esforço efetivo para atingir a meta de vacinação, é necessário mudar a data da campanha para este período”, ressaltou.

Segundo ela, a variação do mês da campanha, de um ano para o outro, não prejudica a imunização da população e as três doses injetáveis garantem a proteção e imunização contra a poliomielite.

Outra novidade para este ano é que a vacina passa a ser bivalente e não mais trivalente, pois, desde o ano 2.000 o vírus 2 está erradicado no mundo.  A medida é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte de uma estratégia gradual para erradicar o uso da vacina oral até 2020.

O público alvo da vacinação será apenas crianças com idade entre seis meses e cinco anos que não estiverem com o esquema vacinal completo. Em Araguari, o número de meninos e meninas nesta faixa etária é superior a seis mil.

Desde o começo de 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser em três doses da vacina injetável – aos 2, 4 e 6 meses, e mais duas doses de reforço com a versão oral, conhecida como gotinha, aos 15 meses e aos 4 anos. Na campanha de setembro deste ano, deverão ser vacinadas apenas as crianças que não tomaram as cinco doses.

Até o ano passado, as crianças recebiam duas doses injetáveis, aos dois meses e aos quatro meses. Aos seis meses, aos 15 meses e anualmente até os cinco anos de idade eram dadas doses orais.

O novo esquema vacinal contra a poliomielite, previsto desde o começo de 2016, ilustra a proximidade da erradicação mundial da doença — que teve o último caso registrado no Brasil em 1989.

Casos

De acordo com informações divulgadas no Portal da Saúde do Governo Federal, o último caso registrado de poliomielite no Brasil foi em 1989, na Paraíba. As ações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) estão voltadas à manutenção do país livre do poliovirus selvagem. Desde 1994, o país mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite.

De acordo com a OMS, entre os anos de 2011 e 2012, 16 países registraram casos da doença. A maioria é decorrente de importações do poliovirus selvagem de países endêmicos (Afeganistão, Nigéria e Paquistão) ou de países que restabeleceram a transmissão (Angola, Chade e República do Congo). No ano de 2013 (até 22 de maio), foram registrados 32 casos, sendo 8 no Paquistão, 22 na Nigéria e 2 no Afeganistão.

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