Bombeiros alertam para uso indiscriminado do número 193
qua, 25 de fevereiro de 2015 03:33
O perfil de quem passa trotes é conhecido pelo Corpo de Bombeiros que usa estratégias para identificar situações reais. Foto: Divulgação
DA REDAÇÃO – Nem todos os chamados recebidos pelos atendentes do Corpo de Bombeiros são de urgência ou emergência. Muitos são inusitados e vários nem são da alçada da instituição. A informação foi repassada pela assessoria de comunicação do 10º Pelotão.
Segundo a equipe de atendentes, é comum pessoas ligarem para o 193 reclamando de vários assuntos. Nesses casos, os militares explicam que esse é um telefone de emergência e que a pessoa deve ligar para o departamento específico a fim de resolver o problema.”Os bombeiros têm a responsabilidade de salvar vidas e bens, mas todos os dias, temos ligações com pedidos que não cabem ao Corpo de Bombeiros”, informou a assessoria.
Os atendentes são orientados a lidar com a situação e utilizam técnicas capazes de identificar a veracidade da chamada. É preciso ressaltar ainda que as falsas chamadas são tratadas como trote que é considerado crime. Nestes casos, a Polícia Militar é acionada para tomar as devidas providências.
O perfil de quem passa trotes para o Corpo de Bombeiros é conhecido. A maioria das ligações é feita por crianças, em dias úteis e em horário escolar. Durante a chamada, elas simplesmente, contam piadas ou fazem xingamento. “Nós sempre recomendamos aos pais que orientem e fiscalizem seus filhos. Pedimos que expliquem sobre os malefícios causados por essa brincadeira de mau gosto”, alerta.
Estas situações em que os bombeiros são mobilizados inutilmente podem gerar prejuízos, tanto financeiros quanto na atuação em outros salvamentos. A corporação não tem um levantamento de quanto é gasto com trotes a cada ano, mas não é pouco. De acordo com o Corpo de Bombeiros, aplicar trote é crime e a pena pode variar de um a seis meses de prisão, além de aplicação de multa. Alguns estados possuem legislação específica para coibir quem faz falsas denúncias e pedidos de socorro.
Em Minas Gerais, de acordo com levantamento feito pela Assembleia Legislativa, cinco projetos de lei sobre o tema tramitam na Casa. Sem legislação específica por enquanto, o Corpo de Bombeiros faz ações para conscientizar a população, como atividades em escolas com crianças e adolescentes. O número de trotes recebidos por outras instituições que trabalham salvando vidas também chama a atenção. De acordo com a secretaria municipal de Saúde, cerca de 20% das ligações atendidas na central do SAMU são trotes.
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