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Biometria amplia a segurança do processo eleitoral em 2026

qua, 5 de agosto de 2026 08:00

Da Redação

Foto 1: Eleitor realiza identificação biométrica antes da liberação do voto durante simulação do processo eleitoral.

A identificação biométrica será adotada em todas as seções eleitorais do país durante as Eleições 2026 como mais uma medida para reforçar a segurança do processo de votação. A tecnologia, utilizada pela Justiça Eleitoral desde 2008, integra o sistema de identificação do eleitorado e busca reduzir o risco de fraudes ao confirmar a identidade de quem comparece às urnas. Apesar disso, a falta de biometria cadastrada ou eventuais dificuldades na leitura da impressão digital não impedirão o exercício do direito ao voto.

De acordo com a Resolução TSE nº 23.759/2026, o procedimento de votação começa com a apresentação de um documento oficial com foto ou do aplicativo e-Título, quando este contiver fotografia. Após a conferência dos dados pela mesa receptora, os eleitores que possuem biometria cadastrada serão convidados a posicionar o dedo no leitor biométrico da urna eletrônica para a confirmação da identidade. Somente depois dessa etapa o voto será liberado.

Quem ainda não realizou o cadastramento biométrico poderá votar normalmente, desde que esteja com a situação eleitoral regular, ou seja, com o título de eleitor ativo e não suspenso ou cancelado. Nesses casos, a habilitação para votar será feita por meio da confirmação da identidade e, após a votação, a pessoa será orientada a procurar a Justiça Eleitoral para realizar o cadastramento biométrico quando o atendimento for retomado.

Caso a impressão digital não seja reconhecida pela urna eletrônica, o sistema permitirá até quatro novas tentativas de leitura. Persistindo a falha, a mesa receptora realizará procedimentos complementares para confirmar a identidade do eleitor, incluindo a conferência do ano de nascimento com as informações constantes no cadastro eleitoral. Se os dados forem confirmados, o voto será autorizado. O eleitor deverá assinar o caderno de votação ou registrar a impressão digital, caso não saiba ou não possa assinar, e será orientado posteriormente a atualizar seus dados biométricos junto à Justiça Eleitoral.

Segundo a Justiça Eleitoral, a biometria funciona como uma camada adicional de segurança, dificultando que uma pessoa vote em nome de outra e aumentando a confiabilidade da identificação do eleitorado. A legislação também prevê que, em situações de dúvida sobre a identidade do votante, o reconhecimento biométrico poderá ser utilizado para auxiliar na confirmação das informações.

O cadastro biométrico realizado pela Justiça Eleitoral reúne fotografia no padrão internacional ICAO, impressões digitais dos dez dedos, quando não houver impossibilidade física, e assinatura digitalizada, quando aplicável. Esses dados passam a integrar o cadastro eleitoral e são utilizados exclusivamente para fortalecer os mecanismos de identificação dos eleitores.

Atualmente, o cadastramento biométrico permanece suspenso em razão do fechamento do cadastro eleitoral para as Eleições 2026. O atendimento será retomado a partir de 3 de novembro de 2026, quando os eleitores que ainda não possuem biometria poderão realizar o procedimento.

Em Minas Gerais, 12.589.054 eleitores, o equivalente a 76,87% do eleitorado apto a votar, já possuem biometria cadastrada. O índice representa crescimento de aproximadamente 50% em relação às Eleições Gerais de 2022, quando 8.375.985 eleitores, ou 51,42% do total, estavam biometrizados.

Foto 2: Leitor biométrico da urna eletrônica reforça a segurança na identificação dos eleitores.

Divulgação

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