Autoridades da saúde alertam para baixa cobertura vacinal contra sarampo e poliomielite
sáb, 7 de julho de 2018 05:21Da Redação
Tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e erupção cutânea com manchas vermelhas; estes são alguns dos sintomas do sarampo. Os indícios da doença começam a surgir depois de 10 a 14 dias da exposição ao vírus e, em situações limites, podem levar à lesão cerebral e morte.

Cobertura vacinal para a segunda dose contra o sarampo está cerca de 61% em Minas Gerais
Em fevereiro deste ano, Roraima (RR) notificou o primeiro diagnóstico de sarampo. Desde então, o Estado vem registrando vários casos, mais especificamente 200 confirmados, segundo dados do Ministério da Saúde. Número alarmante também aponta para o surto no Amazonas (AM). Até o dia 20 de junho, foram confirmados 263 casos e 1.368 estão sob investigação. Também há registros de sete casos no Rio Grande do Sul (RS).
Estas informações geram preocupação em âmbito nacional, tendo em vista que é uma doença viral altamente contagiosa. Apesar de Minas Gerais (MG) não ter registros da doença, os surtos nos Estados da região Norte reiteram a importância da vacinação, considerada a única forma de prevenção, com eficácia de 97%.
A vacinação é feita em duas doses e um dos principais problemas, em nível nacional, se refere à cobertura vacinal da segunda dose. Conforme dados oficiais, no ano passado, apenas o Ceará (CE) alcançou a meta de cobertura vacinal, em que o percentual ideal é 95%. O Brasil manteve cobertura da segunda aplicação em 71,55%.
Neste ano, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) aponta para uma cobertura para a segunda dose de apenas 61,4% nas crianças com até dois anos. Em Araguari, não há casos notificados e o departamento de Epidemiologia da secretaria de Saúde não recebeu recomendações do Ministério da Saúde.
Imunização contra o sarampo
De acordo com o Ministério da Saúde, não há tratamento específico para o sarampo. A recomendação é o uso de vitaminas A para aliviar os sintomas e reduzir casos fatais. Sendo assim, a melhor atitude é a prevenção através da vacina que, pela rede pública, é a tríplice viral, protegendo contra sarampo, caxumba e rubéola, e o tetra viral, que também protege contra a varicela.
Conforme o Calendário Nacional de Vacinação, a imunização deve ocorrer da seguinte maneira:
– Aos 12 meses de idade, o bebê deve receber a primeira dose da tríplice viral;
– Aos 15 meses de idade, deve ser aplicada a dose do tetra viral;
– Pessoas de dois a 29 anos de idade, se não vacinados ou sem comprovação vacinal, devem receber duas doses da tríplice viral, com o intervalo de 30 dias entre elas;
– Pessoas de 30 a 49 anos de idade, se não vacinados ou sem comprovação vacinal, devem receber uma dose da tríplice viral.
Alerta para poliomielite
Em comunicado divulgado na última terça-feira, dia 3, o Ministério da Saúde aponta que o país acendeu “luz vermelha”, devido às baixas coberturas vacinais em crianças. A pasta alerta que “312 municípios brasileiros têm cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite”.
A pólio é uma doença erradicada no país, mas, para manter essa condição, é preciso que a margem de vacinação em 95% em todos os municípios. A imunização deve acontecer para crianças entre dois meses a menores de cinco anos de idade.
“Temos que ter em mente que a vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite e de outras doenças que não circulam mais no país. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual. É uma questão de responsabilidade social”, declara a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI), Carla Domingues.
A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é “uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito”, conforme informações do Ministério da Saúde. A paralisia pode ser permanente ou transitória e afeta principalmente os membros inferiores.
A transmissão acontece através do contato com objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes e portadores, podendo ser transmitida também por meio de gotículas de saliva ao falar, tossir ou espirrar. Falta de saneamento, más condições habitacionais e de higiene também favorecem a transmissão do vírus.
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