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Aumento no consumo de peixes não mais se restringe a tradição católica durante a Quaresma

qui, 2 de março de 2017 05:57

por Mel Soares

Produtos tem ganhado espaço devido ao fator nutritivo, afirma empresário

Neste ano, o feriado em alusão a ressurreição de Cristo é celebrado no dia 16 de abril. A partir desta Quarta-feira de Cinzas, 1° de março, os católicos iniciam as penitências para chegada da Páscoa por meio do jejum de carnes vermelhas.

A opção por peixes faz com que os supermercados aumentem o número de pedidos nesta época. No ano passado, a quantidade de oferta destes alimentos caiu de 30 a 40% em relação ao ano anterior. No entanto, a expectativa para 2017 é que as vendas não sofram queda.

Meio quilo de bacalhau e filé de tilápia podem ser comprados por aproximadamente R$ 20

Meio quilo de bacalhau e filé de tilápia podem ser comprados por aproximadamente R$ 20

 

Segundo Sílvio Presley, proprietário de um supermercado, o comércio de peixes tem crescido em virtude não apenas de tradições religiosas, mas, sobretudo, pelos benefícios nutritivos.

“As vendas crescem consideravelmente na Semana anta. Porém, temos sentido o interesse maior também fora destas datas tendo em vista a alta no preço da carne bovina, o que favorece o comércio de peixe”, observou.

Conforme pesquisa realizada pelo Jornal Gazeta do Triângulo, o preço dos produtos típicos da Quaresma sofreu pequenos reajustes. No entanto, o camarão teve aumento significativo devido à baixa produção do crustáceo. Em meio a escassez, os preços tendem a se elevar consideravelmente.

A reportagem esteve em alguns estabelecimentos e conferiu a média de preços. O valor do bacalhau desfiado de meio quilograma é de R$ 19 enquanto a mesma quantidade de filé de tilápia pode ser adquirida por R$ 21. O camarão chega a custar R$ 50.

O empresário, Sílvio Presley afirma que, apesar do cenário econômico desfavorável, a estratégia é negociar a compra de volume maior de produtos para obter descontos e repassar a oferta para os clientes.

“Apesar da crise, sou muito otimista e acredito que não haverá perdas em relação ao ano passado”, argumentou.

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