Atividades são desenvolvidas pelo Comitê de Enfrentamento à Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela
sáb, 28 de julho de 2018 05:55por Mel Soares
Na manhã dessa sexta-feira, 27, foi promovida uma reunião do Comitê de Enfrentamento à Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela. As atividades são lideradas por servidores do departamento de Zoonoses da secretaria de Saúde, contando com a parceria de outras secretarias municipais, entidades locais, como associação de moradores de bairros, e órgãos como o 2° Batalhão Ferroviário.

Reunião para solicitar força-tarefa aconteceu na manhã dessa sexta-feira
O objetivo do encontro foi estabelecer força-tarefa para adotar medidas de prevenção e eliminação de focos do mosquito transmissor destas doenças. A secretária de Saúde Iara Borges deu boas-vindas aos participantes e destacou a importância da união para evitar transtornos gerados na saúde. “Apenas com o trabalho da Zoonose não é possível ter sucesso, por isso dependemos do apoio da comunidade para conseguirmos vencer”.
Segundo explanação feita pelo coordenador do departamento de Zoonoses, Vicente de Paula Marques de Oliveira, hábitos simples evitam a proliferação do Aedes aegypti. “O controle do vetor é possível através da conscientização da população sobre os riscos. Geralmente são itens fáceis de serem removidos, dentre eles, em pratos de plantas e vasilhames espalhados pelos quintais.”
Conforme informações destacadas, mais de 90% dos criadouros estão dentro das casas. “Temos o trabalho dos agentes, mas a atenção dos moradores é essencial para o controle”, ressaltou.
Em janeiro, o índice do LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti) que possibilita o diagnóstico de infestação, foi de 5,4% sendo que o aceitável pela OMS – Organização Mundial de Saúde é de 1%. No primeiro semestre do ano, diversos mutirões foram realizados em todas as regiões da cidade sendo possível diminuir a quantidade de infestação.
“Além de mutirões realizados pela cidade, os supervisores viabilizaram a entrada em diversos locais como terrenos baldios e casas fechadas. Sendo assim foi possível promover um trabalho mais efetivo”, ressaltou o coordenador.
Segundo a educadora em saúde, Maria Vitória dos Santos, no período de chuvas os ovos eclodem e nascem novos mosquitos, por isso a importância de manter os recipientes sempre limpos. “O período chuvoso começa por volta do mês de setembro e, portanto, precisamos nos atentar quanto a ações de prevenção.”
A maioria dos criadouros é encontrada em recipientes de plásticos, latas e lixo em geral. “Os moradores precisam se atentar quanto aos cuidados que devem ser tomados em sua residência, no seu quintal, pois os depósitos (criadouros) encontrados são recipientes removíveis, fáceis de serem eliminados, que é de responsabilidade do próprio morador.”
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Fernanda Abadia Vieira Félix, esteve presente na reunião e chamou a atenção dos participantes sobre a importância da atuação efetiva.
“Agradecemos ao 2° Batalhão Ferroviário, nosso parceiro em todas as reuniões, neste Comitê criado há mais de um ano. São promovidas duas reuniões a cada quadrimestre sendo essencial a presença de todos os representantes, precisamos muito deste compromisso.”
Uma das propostas do comitê, que está sendo colocada em prática, é promover o embasamento teórico para que os integrantes e parceiros socializem este conhecimento por meio de informativos e atividades que promovam a conscientização.
Alerta
Boa parte dos itens considerados criadouros são vasos de plantas, pratos, bebedouros de animais e frascos com água. A principal recomendação é a realização de limpeza constante para eliminar a possibilidade do mosquito se reproduzir.
Criadouros positivos também são encontrados em caixas d’água, tambores e tonéis em geral. Nestes casos, a ação indicada é providenciar a cobertura ou vedação, se indispensável proteger/lavar, caso contrário, descartar.
O foco do mosquito também é identificado em depósitos fixos como calhas, lajes, ralos, sanitários em desuso, sendo necessário o conserto, a vedação de sanitários e ralos em desuso ou ainda a limpeza frequente.
Os demais criadouros são encontrados em pneus e em depósitos elevados ligados a rede de caixa d’água. A medida a ser tomada é providenciar a cobertura. Sobre os pneus inutilizados o ideal é fazer furos para evitar o acúmulo de água, além da limpeza constante.
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