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Atirador que matou agente prisional araguarino pega 31 anos e nove meses de prisão

qua, 12 de dezembro de 2018 05:33

Da Redação

Crime ocorreu em 2016, no retorno da vítima para Araguari após deixar o trabalho

O Juiz de Direito Dimas Borges de Paula presidiu o Tribunal do Júri na sessão de julgamento de Pablo Quirino dos Santos, denunciado pelo brutal assassinato do agente penitenciário Luciano Lucas dos Santos, que era araguarino e prestava serviços desde 2010 como agente prisional na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, em Uberlândia.

Vítima foi surpreendida ao deixar o trabalho, em agosto de 2016 ** Arquivo

Vítima foi surpreendida ao deixar o trabalho, em agosto de 2016
** Arquivo

 

O trabalhador de 43 anos havia deixado o plantão na fatídica manhã de 17 de agosto de 2016 e retornava em seu veículo, um VW/Crossfox, para a cidade de Araguari, sendo surpreendido ao parar no semáforo da avenida João Naves de Ávila. Ele foi atingido por 15 disparos de arma de fogo e faleceu no local. Os criminosos estavam num carro, o qual foi incendiado pouco depois.

As investigações chegaram até Pablo Quirino, preso em março de 2017, durante a Operação Sintonia, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A denúncia da Promotoria de Justiça o apontou como o responsável por executar a vítima e ainda integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na época, ele teria confessado a autoria do crime, no entanto, o alvo não seria exatamente o agente araguarino. A ordem do homicídio partiu de um presídio em Campo Grande, por opressão carcerária. Qualquer profissional do sistema prisional poderia ter sido morto naquela ocasião.

No Júri Popular de anteontem, o acusado foi condenado a 31 anos e nove meses de prisão. Ele pegou 25 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado pelo motivo torpe, mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima e contra agente integrante do sistema prisional e em decorrência da sua função, e seis anos e nove meses por ser integrante de organização criminosa.

Conforme a sentença, as penas foram agravadas pelo fato de ser réu confesso e reincidente nos crimes de homicídio qualificado e roubo com emprego de arma de fogo e concurso de agentes.

A sessão de julgamento contou com forte sistema de segurança no Fórum de Uberlândia. Pablo Quirino foi levado para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, onde se encontrava recolhido desde o ano passado. Ele teve a prisão preventiva mantida pelo Juiz Dimas Borges de Paula.

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