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Atirador irá a julgamento por assassinato na zona rural de Araguari

sex, 15 de janeiro de 2016 08:49

Da Redação

Sentença de Pronúncia decide se uma pessoa acusada de algum crime vai a julgamento pelo Tribunal do Júri ou não. Uma decisão do Juiz Ewerton Roncoleta mandou ao banco dos réus W.D.D., de 57 anos, denunciado pelo assassinato de Rodrigo José da Silva, no dia 2 de outubro de 2003, abaixo da entrada da Usina de Emborcação, as margens da BR-050, em Araguari. A vítima morreu após ser atingida por dois tiros na cabeça.

O Ministério Público de Minas Gerais alegou motivo torpe, por acerto de dívida de droga, além do fato de o acusado ter conduzido a vítima até o local do crime, sob o argumento de um passeio até a cidade de Araguari. Depois de consumar o homicídio, W.D.D. retornou para a cidade de Catalão/GO, onde permaneceu residindo.

A defesa chegou a pedir a desclassificação para lesão corporal seguida de morte, não aceita pelo magistrado, na Pronúncia. Para Roncoleta, se o acusado não possuísse a intenção de ceifar a vida da vítima, pelo menos assumiu o risco de fazê-lo, ao desferir os tiros de arma de fogo contra a mesma.

“Os indícios de autoria quanto ao crime de homicídio qualificado são extraídos dos depoimentos das testemunhas ouvidas na instrução (no Fórum) bem como pelo interrogatório do acusado em Juízo”, colocou o Juiz.

MATADOR

Nove anos após a morte de Rodrigo José da Silva, o acusado W.D.D. teria matado, também a tiros, o jardineiro Dionísio Pereira, de 27 anos, na zona rural do Gama, Distrito Federal. Vítima e autor trabalhavam e moravam juntos. O crime ocorreu num bar, depois de um desentendimento. O rapaz levou quatro tiros. Ao ser procurado pela polícia, o atirador reagiu disparando contra os militares. Na Delegacia, teria alegado que matou o colega em função de estar embriagado.

A reportagem apurou que W.D.D. ainda foi denunciado por homicídio tentado no ano de 2009, em Catalão, Goiás.

 

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