Atendimento médico nas unidades de saúde do município não foi paralisado
sáb, 10 de setembro de 2016 05:18Da Redação
Comunicado de greve foi assinado por apenas quatro profissionais
A secretária de Saúde, Lucélia Aparecida Vieira, esclareceu os boatos relacionados à greve dos médicos, que foi anunciada nessa quinta-feira, 8, através de um documento divulgado pelos veículos de comunicação e nas redes sociais.
O comunicado, assinado por quatro médicos da saúde pública, informava que, a partir de quinta-feira, os atendimentos dos clínicos gerais e especialistas, que atuam na Atenção Primária e Secundária das Unidades Básicas de Saúde e da Policlínica “Dr. Oabi Gebrin”, estariam paralisados por tempo indeterminado.
De acordo com o documento, a paralisação ocorreria devido ao fato de que o pagamento referente ao primeiro mês de trabalho era inferior ao esperado. O comunicado afirma que a secretária de Saúde havia proposto aos médicos benefícios e horas-extra, que foram suspensos sem aviso prévio.
Ainda no documento, os médicos ressaltam que, com o objetivo de reivindicar melhorias salarias, tentaram entrar em contato com a secretária de Saúde, porém, não obtiveram êxito. O comunicado explica, ainda, que o valor pago aos médicos concursados no município é inferior ao que é empregado para a classe médica em outras prefeituras. Por fim, o documento enfatiza que as atividades seriam paralisadas até que fosse feita uma nova proposta salarial, que estivesse de acordo com os direitos da classe médica.

Equipe da unidade de saúde do bairro Goiás realizou a distribuição de mais de 160 exames laboratoriais
A secretária de Saúde, Lucélia Aparecida, afirmou que os atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde ocorreram normalmente nessa sexta-feira, 9. “Na quinta-feira, apenas dois médicos não compareceram ao atendimento, mas não houve greve. Temos 60 médicos na saúde pública e apenas quatro assinaram o documento, dos quais, três estão trabalhando normalmente e apenas um manifestou interesse em deixar o cargo, devido ao salário, que não correspondeu às suas expectativas”.
Segundo a secretária, os médicos contratados através do Concurso Público ainda estão em estado probatório. “Alguns desses profissionais têm menos de 30 dias de serviço. Eles não podem entrar em greve, pois ainda estão em estado probatório. Durante a manhã dessa sexta-feira, nossa equipe acompanhou o atendimento em todos os postos de saúde e foi confirmada a presença de todos os médicos”.
Lucélia Aparecida ressalta que os médicos não entraram em contato para discutir a questão salarial. “Nenhum médico procurou a mim ou ao prefeito. O edital do Concurso Público especificava o salário, então, se eles desejam rever esse valor, devem se reunir conosco e discutir a questão, mas até o momento nenhum deles se manifestou ou formalizou uma reclamação na secretaria de Saúde”.
Em relação à fotografia publicada nessa sexta-feira nas redes sociais, a secretária afirma que não havia relação com nenhum tipo de greve. “Publicaram uma fotografia de uma fila na porta da unidade de saúde do bairro Goiás, que foi alvo de críticas, porém, a equipe estava realizando a distribuição de mais de 160 exames laboratoriais”.
A secretária acrescenta que a principal preocupação da equipe é o atendimento à população. “Estamos atentos às necessidades dos moradores e, caso haja algum problema, as providências serão tomadas imediatamente. Estou tranquila quanto a essa situação dos médicos, pois não existe nada que não possa ser negociado democraticamente. A secretaria está aberta para atender a todos os profissionais e às suas reivindicações. Até o momento, as atividades de nenhuma unidade de saúde foram prejudicadas”.
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Mesmo que estão em estado probatório, tem o direito de receber o que lhes foi prometido. Greve tem que ter união. Se deixarem acumular os benefícios, depois vai ficar pior e precisam também de melhores salários, pois uma faculdade de medicina é caríssima e eu acho que a pessoa tem que receber de acordo com seu grau de estudo senão vai ficar algo descompensado, aí não precisa nem estudar mais. Eu acho que para qualquer cargo político deveria ter estudo exigido.
Acompanho tudo e não foi boato. Probatório é para quem está em início de carreira.
todos os salários constam nos editais de concurso ganhar pouco foi escolha do concursado, o que não pode acontecer é a população ficar a mercê de greves