As respostas exemplares contra o racismo no esporte
qui, 1 de maio de 2014 09:45DA REDAÇÃO – Um dos nomes de confiança do técnico Luís Felipe Scolari para o hexa no Brasil, Daniel Alves preencheu as manchetes dos jornais essa semana ao comer uma banana atirada contra ele em jogo válido pelo campeonato espanhol. Após ganhar repercussão internacional, a atitude começa a apresentar resultados fora dos gramados.
Em sua página oficial, o time do Villarreal alegou não somente ter identificado o autor do arremesso, como bani-lo de todas as partidas disputadas em seu estádio pelo resto da vida. Apesar do nome não ter sido divulgado, o clube também lamentou o ocorrido, alegando que outras providências estão sendo desencadeadas.
Este foi o oitavo ato racista somado apenas na atual temporada no futebol espanhol. Ainda assim, os escândalos não se restringem ao mundo da bola. Enquanto na Europa a situação toma proporções alarmantes, nos Estados Unidos um caso semelhante não poupou sequer um mandatário do basquete, entre os principais esportes difundidos no país.
Aos 80 anos, Donald Sterling, proprietário do Los Angeles Clippers, foi banido para sempre da liga de basquete norte-americana após ser flagrado proferindo palavras racistas em conversa telefônica com sua namorada. Além de ser impedido de assistir qualquer jogo ou evento da NBA, ele não pode aparecer em nenhum evento ou decisões relacionadas ao clube.
A fortuna do mandatário é avaliada em 1,9 bilhão de dólares, mas pode sofrer uma queda considerável. Isso porque o cartola deverá desembolsar R$ 5,5 milhões, representando a maior multa prevista na história do basquete norte-americano.
O CASO
O escândalo começou quando o site “TMZ” publicou o áudio de uma suposta conversa telefônica do dirigente com sua namorada depois de vê-la em uma foto com o ex-jogador Magic Johnson. “Fico chateado com o fato de você querer mostrar sua associação com pessoas negras. Você realmente precisava fazer isso. (…) Você pode dormir com eles, levá-los para sua casa, fazer o que quiser. O pouco que estou pedindo é que não faça publicidade em torno disso e não os traga para os meus jogos”, afirmou.
As palavras quebraram até o silêncio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que ministrou um discurso de repúdio à atitude. Na partida seguinte, os próprios jogadores do clube entraram com o uniforme ao contrário em tom de protesto. Os Clippers ainda perderam cinco contratos de patrocínio. Em resposta ao ato, a Universidade Californiana de Los Angeles (UCLA) decidiu rejeitar a doação de R$ 6,7 milhões oferecidos recentemente pela fundação do mandatário para projetos de pesquisa.
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