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Artista araguarino fala de sua participação no filme “O Caso dos Irmãos Naves”

ter, 5 de julho de 2016 05:05

por Adriano Souza

Antônio “Sombra” conta que recebeu setenta mil cruzeiros de cachê e revela momentos de fama

O ano de 1967 foi especial para o aposentado Antônio Romualdo da Silva 80, anos, que guarda na memória momentos de fama quando fez parte do elenco do filme o Caso dos Irmãos Naves, um drama gravado em Araguari, dirigido por Luís Sérgio Person e com roteiro adaptado do romance de João Alamy Filho, então advogado dos irmãos, vítimas do que ficou conhecido, o maior erro do judiciário.

Conhecido por “Sombra”, senhor Antônio contou à reportagem da Gazeta do Triângulo que foi selecionado para participar do filme graças à desistência de um parente próximo. “Foram três meses de filmagens e muita badalação. Fiquei famoso a ponto de ser convidado para bailes e outros eventos na cidade com os demais atores”, contou ele em entrevista ao lado da esposa Valdete Lúcia, 72 anos, que se recorda de ter dançado em festas com os atores globais Juca de Oliveira e Anselmo Duarte que estrelaram o drama.

No papel de policial, na foto acima, Antônio aparece em uma das cenas censuradas do filme puxando a língua de um dos irmãos com um grande alicate

No papel de policial, na foto acima, Antônio aparece em uma das cenas censuradas do filme puxando a língua de um dos irmãos com um grande alicate

 

O valor pago pelo cachê foi de setenta mil cruzeiros, dinheiro que segundo senhor Antônio, serviu para custear o casamento com dona Valdete no mesmo ano. “Entre os escolhidos na cidade para participar do filme, Edson de Morais, foi quem mais lucrou devido a sua desenvoltura o que fez com que ele fosse o mais explorado nos textos”, comentou.

Natural de Arcos, Antonio chegou a Araguari aos 12 anos de idade e ouvia sempre os comentários pela cidade sobre as sessões de tortura que estavam sendo cometidas contra a família Naves no porão da delegacia. Quarenta e nove anos depois, além de lembranças de lugares onde foram feitas as filmagens, Antônio tem uma edição da revista Cruzeiro e uma cópia do filme em VHS guardada em algum lugar da sua casa no bairro Goiás.

Durante o filme, Antônio acabou ganhando grande destaque até por ter sido o principal policial que torturou os irmãos em busca do local onde o dinheiro teria sido enterrado. O drama foi destaque nacional em jornais, revistas, televisão e sem dúvida, na memória do senhor Antônio que não esconde o orgulho de ter feito parte do filme.

1 Comentário

  1. sebastiaõ kalaf disse:

    eu éra jovem e sai de vera cruz pta para trabalhar em uma empresa fotografica, de Tupã sp, etrabalhei em Uberlandia e depois fomos trabalhar em Araquari mg trabalhava , nas ruas fazendo albuns de fotos de criança tinha apenas 18 anos , em uma das ruas de Araguari , eu vi só um esqueleto de um prédio abandonado e sem querer eu entrei dentro desse prédio eu estava com o meu colega de trabalho , já mais estruido e pergunto pra mim sabe o que é esse predio eu disse não aqui foi uma cadeia que prenderam 2 irmãos enjustamente, e sofreram muito tinha que dizer o que eles não fizeram mas hoje com essa facilidade do facebooc depois de 40 anos eu me entrecei pela história e realizei o meu sonho pra saber que eu pta pisei em um lugar hitórico ai em Araquari (Sebastião Kalaf)

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