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Artista araguarina Karla Quintino apresenta exposição “Memórias do Café” na Casa da Cultura

qui, 15 de outubro de 2026 08:00

Da Redação

Foto 1: A artista araguarina Karla Quintino apresenta “Memórias do Café”, mostra que retrata a história, os costumes e o cotidiano da cafeicultura.

A artista visual araguarina Karla Quintino da Silva Hendges, conhecida como Quintino, apresenta sua segunda exposição individual em Araguari, intitulada “Memórias do Café”. A mostra está aberta ao público na Casa da Cultura Abdala Mameri, de 1º de setembro a 30 de outubro, e conta com o apoio da COOCACER, por meio do eixo educacional do programa Sustentabilidade, Café Sustentável e Sustentabilidade 6.0.

A exposição reúne obras que investigam a memória dos trabalhadores rurais e a importância da cafeicultura na formação da identidade e da cultura regional. O projeto nasceu das lembranças de infância da artista, relacionadas ao universo do café, e ganhou novos elementos a partir de pesquisas históricas, da observação do cotidiano das fazendas e de relatos sobre as experiências de quem viveu e trabalhou nesse ambiente.

As pinturas retratam diferentes momentos da rotina nas propriedades rurais, desde a preparação para o trabalho e a colheita até as ocasiões de convivência e os costumes que marcaram gerações de produtores e trabalhadores. A proposta apresenta a cafeicultura como uma atividade que vai além da produção agrícola, revelando relações humanas, tradições e transformações sociais.

Por meio da pintura contemporânea, Quintino busca preservar memórias coletivas, valorizar a história regional e destacar a dignidade dos trabalhadores rurais. As obras também convidam o público a refletir sobre pertencimento, identidade e patrimônio cultural.

Trajetória artística

Natural de Araguari, Karla Quintino é formada em Administração de Empresas pelo IMEPAC Araguari e atua como artista visual desde 2008. Autodidata, desenvolveu sua expressão artística desde a infância e construiu uma trajetória marcada pelo realismo narrativo contemporâneo. Seu acervo reúne mais de 40 obras presentes em Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraná, além de países como Bélgica e Portugal.

Em seus trabalhos, a artista utiliza a pintura a óleo para investigar a memória social brasileira. Entre suas referências estão Caravaggio, especialmente pelo uso dos contrastes entre luz e sombra, e Adriana Varejão, cuja produção explora a arte como linguagem crítica. Desde 2015, assina suas obras como Quintino, nome que acompanha a identidade e a sobriedade de sua produção artística.

Novos caminhos para a exposição

Após o encerramento da mostra na Casa da Cultura Abdala Mameri, a artista recebeu um convite para dar continuidade à exposição no distrito de Amanhece, a partir de novembro. Quintino também terá um estande na FENICAFÉ 2027, onde pretende apresentar a exposição e comercializar suas obras. O convite para participar do evento partiu da vereadora Maria Cecília, integrante da comissão organizadora da feira, que celebrará os 300 anos da cafeicultura no Brasil.

 

 

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