Araguarino Claudio Botelho critica PT em peça sobre Chico Buarque
ter, 22 de março de 2016 08:23Da Redação
No último sábado, 19, a apresentação da peça Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos em Belo Horizonte ficou pela metade.
O motivo: o diretor Claudio Botelho, que também participa do musical, resolveu improvisar e chamou a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de ladrões.
O clima esquentou: grande parte do público não gostou da crítica e fez coro de “não vai ter golpe”.
Botelho, então, saiu do personagem e respondeu: -“Vamos terminar o espetáculo e ver se não vai ter golpe”.
Diante do clima de acirramento político, o espetáculo terminou ali e a apresentação programada para este domingo, 20, foi cancelada.
Em nota, o Sesc Palladium, teatro que sediou a peça, disse não concordar com as manifestações do diretor. Veja, abaixo, a nota da casa de espetáculos:
“Em decorrência da manifestação espontânea do diretor e ator do espetáculo Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos e em função dos desdobramentos ocasionados por tal atitude, a apresentação de sábado, 19, foi interrompida e a de domingo, 20, cancelada. O Sesc em Minas não corrobora com as manifestações políticas de cunho pessoal e respeita as diversas opiniões de seu público, sempre priorizando a segurança de todos. Lamentamos o ocorrido e os transtornos gerados”.
Além do vídeo, circula na internet também um registro em áudio de uma conversa entre Claudio Botelho e a atriz Soraya Ravenle.
Na gravação, é possível ouvir Claudio dizer: -“O ator que está em cena é um rei. Não pode ser peitado. Não pode ser peitado por um negro, por um filho da p… que está na plateia.”
Claudio negou ter sido racista. “É muito vil você gravar uma pessoa na intimidade dela. Eu estava no meu camarim depois de uma situação de estresse absoluto, discutindo com a Soraya, que é minha irmã, a gente briga e se beija dois minutos depois. Usei a expressão ‘nego’, e não ‘negro’, como se diz no Rio, no sentido de “pessoa”. Tirar isso do contexto e falar que é racismo é absurdo. Eu fiz o musical do Milton Nascimento, fiz ‘A Ópera do Malandro’!
Não pode mais
Botelho não poderá continuar usando as músicas de Chico Buarque.
Devido à polêmica, Chico Buarque decidiu retirar a autorização de uso das canções no espetáculo Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos e em qualquer outro projeto do diretor.
Biografia
Claudio Botelho nasceu em 20 de novembro de 1964, em Araguari, Minas Gerais, mas foi criado em Uberlândia (MG). Em 1978, mudou-se para o Rio de Janeiro com sua família.
No colégio, havia um curso de teatro que ele passou a frequentar e nessas aulas que se apaixonou pelas artes cênicas. Começou o curso superior de teatro na Uni-Rio, mas desistiu porque não gostava da ênfase em expressão corporal que o curso adotava. Formou-se, como ator, na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras).
Aos 18 anos de idade, consegui o primeiro êxito profissional, adaptando e protagonizando “Os Meninos da Rua Paulo” ao lado de seus colegas da CAL.
Quando o ator e diretor Sérgio Britto o convidou para escrever letras e compor músicas para o espetáculo que inauguraria o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, começou sua carreira de compositor teatral.
Mas o espetáculo “Hello Gershwin”, dirigido por Marco Nanini, ao lado de Cláudia Netto, marcou sua ligação definitiva entre teatro e música. Contudo foi com “Os Fantástikos” que decidiu seu caminho para os musicais.
Em 1997, ao lado de Charles Möeller, estreou o musical “As Malvadas”, texto e direção de Möeller e direção musical de Botelho, formalizando a famosa dupla “Möeller & Botelho”, responsável por espetáculos como “Cole Porter – Ele Nunca Disse Que me Amava”, “Company”, “A Noviça Rebelde”, o premiado “7 – O Musical”, “Avenida Q”, “O Despertar da Primavera – O Musical”, entre outros.
Por seu trabalho em “7 – O Musical”, Claudio ganhou dois prêmios da APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio): Direção (ao lado de Charles Möeller) e Categoria Especial (ao lado de Charles Möeller, pela atividade contínua das diferentes modalidades do teatro musical). Por “A Noviça Rebelde”, Claudio ganhou o prêmio Qualidade Brasil de Melhor Diretor Teatral Musical (ao lado de Charles Möeller).
Entre os musicais que fazem parte da programação dos anos 2010 e 2011 estão “Gypsy”, “Hair”, “Annie”, “Nine”, “O Violinista no Telhado” e “Roberto Carlos – Esta é a Nossa Canção”.
Nenhum comentário
Últimas Notícias
- Empreendedorismo e liderança impulsionam nova agenda para mulheres do Vale do Jequitinhonha dom, 16 de agosto de 2026
- CANTINHO DO MÁRIO – 15 DE AGOSTO sáb, 15 de agosto de 2026
- DA REDAÇÃO sáb, 15 de agosto de 2026
- Araguari Vôlei EVA Sub-16 Feminino realiza jogo preparatório antes do CBI sáb, 15 de agosto de 2026
- Campeonato Amador 2026 terá novo formato e começa em setembro sáb, 15 de agosto de 2026
- Prefeitura de Tupaciguara prepara construção de nova praça de 2.800 m² no bairro Jardim Europa sáb, 15 de agosto de 2026
- DRAKES/LDT ENGENHARIA MONTA SUPERELENCO PARA A PRIMEIRA COPA 89 MARAVILHA FM – LIGA TRIÂNGULO sáb, 15 de agosto de 2026
- América muda o comando, reforça o elenco e mira o título do Amador sáb, 15 de agosto de 2026
- Araguari promove aulão de dança como parte das comemorações pelo aniversário do município sáb, 15 de agosto de 2026
- Araguari nomeia novos membros do Conselho de Alimentação Escolar sáb, 15 de agosto de 2026
> > Veja mais notícias...