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Araguari fecha o ano com queda no registro de empregos formais

qui, 23 de janeiro de 2014 10:33
Araguari acompanhou a média nacional de diminuição das contratações formais. Foto: Enivaldo Silva

Araguari acompanhou a média nacional de diminuição das contratações formais. Foto: Enivaldo Silva

TALITA GONÇALVES – Araguari fechou dezembro em 59º lugar na evolução do emprego formal em municípios com mais de 30 mil habitantes, queda de 14 posições em relação a novembro. Os dois meses tiveram saldo negativo, de 116 e 167. A informação faz parte dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgado na última terça-feira, 21.

Em 2012, foram 11.275 admissões e 10.643 desligamentos, com um saldo positivo de 632. No ano passado, tanto o número de contratações quanto o de saídas diminuiu: 10.465 e 9.935, respectivamente, resultando num saldo positivo de 530 contratações, 102 a menos que 2012. No entanto, as contratações em 2013 foram superiores aos anos de 2011 e 2010.

O sistema ainda não liberou os dados sobre o município referentes à variação de postos em setores específicos como agropecuária, indústria e comércio, construção civil, serviços, administração pública, entre outros.

Instituído pela lei nº 4.923/65, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas vinculados ao mercado empregatício. Além disso, também é uma ferramenta para o programa Seguro-Desemprego, com a finalidade de conferir dados referentes às ligações trabalhistas e demais oportunidades.

MINAS GERAIS
Considerando a Série Ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, foram gerados 88.484 empregos no ano passado, o que correspondeu a um crescimento de 2,13% no ano. Tal expansão decorreu do crescimento principalmente nos setores de Serviços (+43.532 postos), do Comércio (+31.289 empregos) e da Indústria de Transformação (+12.738 postos).

Em dezembro, por razões sazonais – entressafra agrícola, férias escolares, período de chuvas, término das festas no final do ano – que permeiam quase todos os setores/subsetores, verificou-se declínio de 1,19% no nível de emprego ou -50.702 postos de trabalho. Esse resultado decorreu da queda em quase todos os setores, com destaque para Indústria de Transformação (-18.967 postos), Construção Civil (-14.380 postos), Serviços (-11.655 postos) e Agropecuária (-8.195 postos).

BRASIL
No país, o saldo do ano passado foi o pior dos últimos dez anos, com 1,11 milhão de vagas formais criadas. Comparado a 2012, quando aconteceu a geração de 1,3 milhão de postos, houve uma queda de 14,1%, conforme os dados do MTE.

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