Araguari é uma das centenas de cidades que marcam protesto contra Dilma
sex, 14 de agosto de 2015 08:22Da Redação
Diversos movimentos contrários ao governo convocaram novas manifestações neste domingo, 16,; nos últimos cinco meses após milhões terem ido às ruas pela primeira vez, tensões no cenário político se agravaram
Pelo menos 234 cidades no Brasil e no exterior devem organizar protestos contra a presidente Dilma Rousseff (PT) neste domingo, 16, segundo dados divulgados pelos principais movimentos anti-governo do país. Mas esse número pode ser ainda maior: até a tarde de ontem, por exemplo, Araguari não fazia parte de nenhuma das listas apesar de também ter marcado protesto nesta data. Os manifestantes estarão reunidos na praça Getúlio Vargas, a partir das 10h.
Na ocasião, um carro de som deve oferecer suporte. Também é prevista uma passeata que deve percorrer algumas das principais avenidas da cidade.
Nesta semana, envolvidos com a causa distribuíram panfletos e divulgaram o protesto em Araguari pelas redes sociais. Assim como em outras cidades, os araguarinos são convidados a levar bandeiras do Brasil e a vestir as cores verde e amarela. Também vale levar nariz de palhaço, balões e apitos.
O médico Reinaldo Caetano, um dos apoiadores da iniciativa, deixou claro que o protesto é pacífico e apartidário e que não faz parte da organização. “Realmente estou indignado com tudo que vem acontecendo no país. Não me envolvo com nenhum partido. Precisamos dar um basta nisso e é chegado o momento de demonstrar nossa insatisfação,” desabafou.
Ele ressaltou que a manifestação é um direito que deve ser respeitado e convidou todos a participarem. “Não sei se impeachment, renúncia ou cassação, uma das três coisas tem que acontecer. Não dá mais para suportar,” concluiu.
CRISE
O governo enfrenta um período turbulento desde a primeira manifestação, que levou mais de um milhão de pessoas às ruas no dia 15 de março. Inflação, desemprego, alta na taxa de juros e redução da meta fiscal marcam o cenário econômico.
Na política, a Operação Lava-Jato se aproxima da cúpula do governo. José Dirceu foi preso novamente e até mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos principais nomes sob investigação no inquérito que apura o tráfico de influência internacional em favor da empreiteira Odebrecht, envolvida na Lava-Jato. Outro aliado de Dilma também é investigado em Minas Gerais. O governador Fernando Pimentel (PT) está entre os citados na Operação Acrônimo, da Polícia Federal (PF).
DESAPROVAÇÃO POPULAR
A última pesquisa feita pelo Datafolha nos dias 4 e 5 de agosto revela que a presidente Dilma Rousseff registrou recorde histórico de desaprovação da série. De acordo com o levantamento, 71% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 8% avaliam a administração da petista como ótima ou boa. A rejeição da presidente Dilma supera a pior taxa registrada por Fernando Collor (1990-1992) às vésperas de deixar a presidência por impeachment, 68%.
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