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Após conclusão do inquérito, delegado fala à Gazeta sobre caso de abuso contra menina em Indianópolis

sáb, 14 de fevereiro de 2026 08:00

Da Redação

Legenda: Delegado encerra inquérito após apuração minuciosa sobre os crimes.

Nesta semana, a reportagem acompanhou o caso da menina de 12 anos que era vítima de estupro na cidade de Indianópolis. Trazemos detalhes em primeira mão após contato com o Delegado Eduardo Placheski Trepiche, titular da 16ª Delegacia Regional de Estrela do Sul e responsável pelo município de Indianópolis.

 

Na noite de quarta-feira, 11, o delegado apresentou à reportagem os detalhes da investigação. Placheski informou que a Polícia Civil de Minas Gerais finalizou o inquérito que apurou crimes de natureza sexual contra a criança, resultando no indiciamento de um empresário e da mãe da vítima. Ambos permanecem presos e à disposição da Justiça.

 

Os fatos vieram à tona em 24 de janeiro de 2026, quando uma operação conjunta com o Conselho Tutelar surpreendeu os criminosos em uma chácara na zona rural. No local, o empresário V. de P. S., de 57 anos, foi encontrado nu em um quarto com a vítima, que estava em estado de choque.

 

A investigação concluiu que a investigada A. P. de L., de 36 anos, genitora da criança, agiu com extrema crueldade contra a própria filha. Apurou-se que a mulher não apenas facilitava os encontros, mas coagia a menina a se prostituir em troca de pagamentos de até R$ 2.000. Para viabilizar os abusos, a progenitora utilizava métodos como o uso de sedativos (Clonazepam) para dopar a criança e evitar resistência, além de pomadas anestésicas para mitigar as dores causadas pelos atos. A vítima também sofria tortura, era agredida com fios e recebia ameaças de morte para não revelar o esquema.

 

O delegado informou que a investigação foi impulsionada por uma carta desesperada escrita pela criança a uma amiga de escola, pedindo socorro. Com base em um conjunto probatório contundente — que inclui laudos periciais, análise de mensagens telefônicas e depoimentos especializados —, a 16ª Delegacia de Polícia Civil de Estrela do Sul/MG oficializou os seguintes indiciamentos: V. de P. S. (57 anos) indiciado por estupro de vulnerável (Art. 217-A do CP), praticado de forma reiterada. Encontra-se preso no Presídio de Araguari e A. P. de L. (36 anos), indiciada por favorecimento à prostituição de vulnerável (Art. 218-B do CP), praticado de forma reiterada. Foi encaminhada para a ala feminina de um presídio em Uberlândia.

 

Para o Dr. Eduardo Placheski Trepiche, a conclusão deste inquérito é uma resposta firme do Estado: “Nossa atuação técnica visa não apenas punir os culpados, mas interromper ciclos de violência que ferem a alma de vulneráveis. A Polícia Civil de Estrela do Sul está vigilante e não medirá esforços para que crimes desta natureza recebam o máximo rigor da lei. A Polícia Civil de Minas Gerais orienta que qualquer suspeita de abuso contra menores seja denunciada imediatamente”, ressaltou o delegado.

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