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Apesar de gratuita, busca por novas etapas de vacinação é menor em Araguari

qui, 11 de junho de 2015 08:45

Da Redação

Secretaria de Saúde aponta dificuldades diante da baixa procura dos moradores

Foi comemorado na última terça-feira, 9, o Dia da Imunização em todo o país. A data serve para reforçar a importância das ações de prevenção contra doenças e proteção à saúde. Uma das principais formas de resistência se remete à vacinação. Apesar disso, os procedimentos ainda são tratados como um desafio em Araguari.

É o que afirma a secretária de Saúde, Lucélia Rodrigues. Em entrevista ao Jornal Gazeta do Triângulo, ela reconheceu as dificuldades em cumprir as metas de cobertura e seguir o calendário de vacinação no município. Para ela, mesmo com a gratuidade no atendimento e o acesso nas unidades, muitos deixam de continuar as etapas.

Dia da Imunização reforça importância do calendário de vacinações em Minas

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“Estamos com o calendário de vacinação conforme previsto pelo Estado e o Ministério da Saúde. Fizemos os mutirões contra a gripe, com todas as unidades envolvidas e abertas para o atendimento. Temos as vacinas preconizadas pelo governo federal, que não tem custo para o público alvo, e outras de diferentes tipos muito importantes para garantir a saúde das pessoas de várias faixas etárias. O problema é que muitos deixam de cumprir as etapas”, relatou a titular da pasta, que reiterou acerca da queda na participação.

“Na primeira dose de vacinação, temos um envolvimento amplo, uma vez que saímos às ruas, visitamos as escolas e fazemos os mutirões. O problema é que na segunda etapa, quando a participação é espontânea, sempre verificamos uma diminuição considerável”, completou.

Apesar de ser classificado como uma referência no segmento, principalmente por assegurar as 17 vacinas recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), as quais chegam a combater mais de 20 doenças, o Brasil ainda enfrenta uma dificuldade alarmante no que diz respeito às metas estabelecidas em cada vacinação. Campanhas contra gripe, poliomielite, sarampo, rubéola, febre amarela e outras surgem como desafios em cada município.

Outro exemplo disso são os mutirões contra HPV, do vírus causador do câncer de colo de útero. Na segunda fase da campanha em Minas, iniciada em março deste ano, foram imunizadas 219 mil meninas entre 9 e 11 anos até então, equivalente a 45,8%. O problema é que a meta é atingir 80% de cobertura, abrangendo 478.679 pessoas.

Diante da realidade atual, Lucélia Rodrigues reforçou a importância da comunidade no calendário de vacinações. “A vacina é um agente fundamental para proteger e evitar doenças desde a criança ao idoso. Por isso, a população não deve ter medo ou receio de procurar, seja em relação aos pais ou os filhos. Cada participação pode ser essencial para se prevenir a diferentes tipos de vírus. São cuidados que temos que manter. Além disso, é algo oferecido gratuitamente em todas as unidades de saúde”, concluiu.

Para a coordenadora estadual de Imunização da secretaria de Saúde, Tânia Brant, a baixa adesão é até compreensível, sobretudo, entre os jovens. Nem por isso, deve ser tratada como um empecilho, revertendo a situação principalmente sobre o HPV.

“A baixa procura pela vacina se explica, pois, culturalmente, os adolescentes e jovens não gostam de se vacinar e os pais não conseguem obrigar os filhos a serem imunizados dentro dessa faixa etária. Mas é de extrema importância que essas adolescentes sejam imunizadas para que possam estar protegidas contra as infecções causadas pelo vírus e que estão relacionadas a vários tipos de câncer. A vacina contra HPV continua disponível nas unidades”, alertou.

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