Alunos da Escola Estadual Padre Eduardo Jordi confeccionam cachecóis e gorros de lã para idosos do Abrigo Cristo Rei
sáb, 24 de junho de 2017 05:07por Tatiana Oliveira
Os detentos confeccionaram o material durante a disciplina Diversidade e Inclusão para a Cidadania, do projeto Proaci
Na tarde de ontem, 23, a terceira etapa do Projeto Ação Cidadão – Proaci – foi concluída. O Proaci é executado em quatro fases. A primeira, que aconteceu no dia início de março, foi a apresentação do projeto para os alunos por meio de textos e vídeos motivadores. A segunda etapa, de confecção de 60 kits contendo cachecóis e gorros de lã, foi realizada entre os dias dois de março e 22 de junho. A terceira etapa, realizada ontem, foi o momento de entrega do material produzido pelos alunos para os idosos internos do Abrigo Cristo Rei.

Foram confeccionados 60 kits, contendo um cachecol e um gorro de lã
Para realização da quarta etapa, a entrega foi registrada com fotos e vídeos. No dia 14 de julho, os professores estão organizando um momento de confraternização para apresentação do vídeo em sala de aula e entrega de certificados de participação aos alunos envolvidos. “O interessante é que todos participaram, inclusive os professores”, conta a professora de português Ana Paula Peixoto de Melo.
Como parte do processo, foram apresentadas as histórias e fotos de alguns idosos, para que os alunos conhecessem para quem iria ser destinado o material. “Nossos alunos se identificaram com essas histórias. Riram, se divertiram, se envolveram afetivamente com muitos deles e confeccionaram algumas peças direcionadas para os idosos com os quais mais se afeiçoaram”, diz a professora.
Pâmela Rayane Carneiro, idealizadora do projeto, afirma à Gazeta do Triângulo que é notável a diferença de comportamento dos detentos envolvidos. “Nesse processo, nós professores que participamos do dia a dia dos nossos alunos, percebemos que muitos deles, desejam verdadeiramente cumprir suas penas e voltar a viver em sociedade, com suas famílias, trabalhar, estudar, retomar suas vidas de maneira digna e honrada”.
Trata-se de uma atividade desenvolvida pela Escola Estadual Padre Eduardo Jordi. Parte do planejamento semestral da disciplina Diversidade e Inclusão para a Cidadania da grade curricular do Ensino Fundamental da EJA – Educação de Jovens e Adultos. Essa disciplina é ministrada pelos professores de matemática, história, língua portuguesa e geografia.
Idealizado pela professora Pâmela Rayane Carneiro, foi elaborado e executado pelos discentes, juntamente com a supervisora e a diretora da escola. “O objetivo é criar um espaço, uma oportunidade para que nossos alunos possam despertar a consciência da importância de compartilhar. Através de ações eles possam perceber que podem fazer a diferença não somente em suas vidas, mas também na vida de outras pessoas”, afirma a idealizadora.
A escola tem por volta de 100 alunos matriculados, com aproximadamente 50 frequentes. “Nossa escola atende alunos com idade entre 18 e 60 anos que cometeram um crime e que estão respondendo por ele, pagando a dívida que têm para com suas vítimas e para com a sociedade”, conta a professora Ana Paula Melo. Segundo ela, 21 alunos participaram do projeto. “Eles se empenharam bastante. É gratificante ver que a mentalidade deles vai mudando, conhecer a história de vida de cada um deles; o projeto vale a pena”.
Para a coordenadora do Abrigo Cristo Rei, Simone Maria Ferreira Resende, o projeto é uma oportunidade de integrar esses detentos na sociedade. “É algo que nos parece bem simples, mas muda o caráter, muda as atitudes. Isso porque eles passam a ver que é possível, mesmo lá de dentro, proporcionar algo pra quem está fora”. Ela ressalta que o contato também trouxe a oportunidade de arrecadar outros materiais para o abrigo. “Agora também buscamos verduras lá. A gente vê que o trabalho deles é muito importante para a instituição e para eles mesmos também”.
Abrigo Cristo Rei
Hoje o Abrigo Cristo Rei vive de doações e do salário dos internos. Há meses em déficit, a instituição tem dificuldades de se manter, conta a coordenadora do local. “O custo financeiro não é menos de R$ 60 mil/mês. Temos poucas empresas que nos ajudam. Recebemos doação de verduras dos agricultores, fraldas etc., mas infelizmente ainda não é o suficiente”, diz.
Para fazer doações ao Abrigo, basta entrar em contato no telefone 3241-6581. “A gente recebe roupa, calçados, hortifrúti, o que tiver”, explica a coordenadora. Ela conta que, para arrecadar dinheiro, o abrigo está organizando um bazar e um costelão, que devem acontecer até o final do ano.
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