Adeus a Diroca: o legado de um homem que viveu pelo futebol
qui, 30 de abril de 2026 08:00Da Redação

Legenda: Além de jogador, foi o responsável pela recuperação de vários jogadores e pessoas da comunidade.
O futebol amador e profissional amanheceu mais silencioso no último dia 23 de abril. Na madrugada, partiu Jovandir Borges da Silva, carinhosamente conhecido como Diroca, um nome que atravessou gerações e construiu uma história marcada por dedicação, amizade e amor ao esporte.
Diroca não foi apenas um jogador ou técnico. Ele foi, acima de tudo, um símbolo de compromisso com o futebol e com as pessoas que fizeram parte dessa caminhada. Sua trajetória começou dentro das quatro linhas, onde teve a honra de participar do futebol profissional do Fluminense Futebol Clube, experiência que ajudou a moldar sua visão de jogo e seu profundo entendimento do esporte.
Após pendurar as chuteiras, Diroca seguiu contribuindo com o futebol, assumindo o papel de treinador. No cenário amador, deixou marcas profundas, especialmente ao comandar equipes ligadas ao próprio Fluminense, União e Associação Atlética Amorim, em competições locais. No entanto, foi no Grêmio Esportivo Fava que escreveu o capítulo mais brilhante de sua carreira como técnico. Sob sua liderança, a equipe conquistou o título do Campeonato de Futebol Amador do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em 1981, um feito memorável que eternizou seu nome entre os grandes do futebol regional.
Mas limitar Diroca aos cargos de jogador e técnico seria injusto. Ele também foi um cuidador de atletas. Atuando como massagista, dedicou-se à recuperação de inúmeros jogadores, sendo peça fundamental na reabilitação de talentos não apenas do futebol amador, mas também de atletas de outras cidades e até do cenário profissional. Sua habilidade, aliada ao carinho e à atenção com cada pessoa, fez dele uma figura respeitada e querida por todos que tiveram o privilégio de cruzar seu caminho.
Diroca era desses personagens raros, alguém que entendia o futebol como extensão da vida. Dentro ou fora de campo, cultivava amizades, incentivava jovens atletas e sempre tinha uma palavra de apoio. Sua presença era sinônimo de confiança, e sua ausência agora deixa uma lacuna difícil de preencher.
Neste momento de dor, fica a solidariedade aos filhos Luciano e Jurandir, às noras e aos netos, que perdem não apenas um familiar, mas um verdadeiro pilar. Aos amigos, colegas e admiradores, resta a memória de um homem íntegro, apaixonado pelo que fazia e generoso em tudo o que oferecia.
Diroca parte, mas seu legado permanece vivo em cada história contada, em cada atleta que ajudou a recuperar, em cada vitória conquistada com esforço coletivo. O futebol mineiro, e todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo, hoje se despedem com gratidão.
Descanse em paz, Diroca. Obrigado por tudo.
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