Acusado de homicídio no bairro Novo Horizonte pega 13 anos e 6 meses de reclusão
sex, 11 de maio de 2018 05:12Da Redação
Cinco mulheres e dois homens representaram a sociedade araguarina no Conselho de Sentença do Tribunal do Júri que condenou Juliano Rodrigues Gama, o Cabeça, a 13 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela morte brutal de Jean Michel Ferreira Guimarães.

Após ser torturado e morto, corpo de Jean foi ocultado perto da linha férrea, há seis anos
** Arquivo
A primeira sessão de julgamento de 2018, presidida pelo juiz Cassio Macedo Silva, da 2ª Vara Criminal da Comarca, começou às 9h e se estendeu até por volta de 17h, no Fórum Oswaldo Pieruccetti.
Ministério Público, defesa e jurados dispensaram a leitura de qualquer peça do processo. Assim, foram ouvidas duas testemunhas e o acusado. O promotor de Justiça André Luís Alves de Melo sustentou a denúncia e pediu a condenação de Juliano Gama pela prática de homicídio qualificado. O advogado Carlos Alberto Santos apresentou a negativa de autoria e pugnou pela retirada das qualificadoras do crime.
Encerrados os trabalhos, os jurados decidiram que Juliano Gama praticou o homicídio qualificado contra Jean Michel e confirmaram o dolo de matar por motivo torpe, utilizando meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima de apenas 25 anos.
Compuseram o Tribunal do Júri nessa sessão: Tâmara Nayara da Silva, Silvia Cristina Marques, Alexandre de Brito Rodrigues, Leandra Mendes do Vale, Cristiane Divina Lemes Hamawaki, Marisa Francisca Galdeano Marra e Alice Santana da Silva Dias. Um jurado convocado não compareceu ao Fórum, sendo aplicada multa no valor de um salário mínimo, a qual deve ser quitada no prazo legal.
BRUTALIDADE
Há seis anos, após ser torturado numa residência abandonada, na rua Calimério Borges, região do bairro Novo Horizonte, Jean Michel teve alguns dedos decepados, sendo morto a golpes de facão e arrastado até as margens de uma linha férrea, em local de difícil acesso.
A polícia informou que o imóvel onde ocorrera o crime era conhecido como ponto de uso e tráfico de drogas e chegou a cogitar o envolvimento de outras pessoas, até pelas marcas de briga e o fato de o corpo ter sido retirado do local para ser ocultado.
Juliano Gama chegou a ser acusado pelo assassinato em 2015, pegando 13 anos e 6 meses de reclusão, no regime fechado. A defesa conseguiu a anulação do julgamento. Duas sessões foram programadas para o ano passado (26 de maio e 11 de outubro) mas não ocorreram. Na última quarta-feira, o júri foi realizado, terminando com a mesma condenação do acusado, que pode recorrer da sentença.
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