Acusado de homicídio na praça da exposição será julgado novamente
sáb, 27 de agosto de 2022 08:32Da Redação

Homicídio em janeiro de 2018, na praça Sérgio Pacheco
Um homem de 34 anos será submetido a novo julgamento popular, terça-feira, 30, na Segunda Vara Criminal da Comarca de Araguari, por conta da morte do autônomo Lucas Wallace Araújo, o “Xuxa”, em 2018. Ele responde por homicídio qualificado (motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima). A sessão será presidida pela juíza Alessandra Leão Medeiros Parente.
O réu foi julgado em dezembro de 2019 e condenado a 9 anos e 7 meses de reclusão, no regime fechado, mas o Ministério Público conseguiu a cassação do veredito no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, alegando a indevida aplicação da causa de diminuição de pena do homicídio privilegiado, contrariamente à prova dos autos, e pedindo novamente a apreciação da qualificadora pelo motivo fútil.
Na época dos fatos, foi relatado que o jovem de 26 anos chegou num VW/Gol CLI, cor vermelha, e desembarcou, ficando na frente do veículo. Logo depois estacionou um Honda/City, cor dourada, sendo que um homem moreno, alto e trajando roupas sociais foi em direção ao rapaz e efetuou os disparos, atingindo a cabeça, perna esquerda, costas, abdômen e antebraço esquerdo. Mesmo com a vítima caída, o autor continuou atirando.
Uma testemunha teria relatado que Lucas Wallace gritava para que o homem não o matasse, porém, não havendo tempo para qualquer reação. O atirador, que usou um revólver calibre 38, fugiu em seu automóvel pela avenida Calimério Pereira de Ávila rumo ao bairro Ouro Verde.
Durante a madrugada a Polícia Militar realizou diligências e levantou que no celular da vítima havia uma mensagem alertando que o autor iria ao seu encontro. A mesma tinha sido enviada quase que no momento do crime pela ex-companheira do atirador.
Ainda segundo a PM, a jovem esclareceu que havia terminado um relacionamento de 9 anos com seu ex-amásio e iniciado um romance com Lucas Wallace, mas o outro não aceitava a separação e demonstrava intenso ciúme. Contou que foi ameaçada por ele e chegou a fazer um boletim de ocorrência.
Naquela fatídica noite, o casal se deslocava para um determinado local quando o autor teria ligado para tirar satisfações. A vítima deixou a namorada no terminal rodoviário e seguiu ao encontro do amigo sem saber suas intenções. No local, foi barbaramente assassinado.
Ao concluir as investigações, a Polícia Civil chegou até o autor, o qual agiu por motivos de ciúme da ex-mulher como então amigo. Ele teve a prisão preventiva decretada e chegou a ficar recolhido numa unidade prisional, mas foi solto em julho de 2021 e aguarda pelo seu novo julgamento em liberdade.
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